Companhias devem estimular os profissionais intraempreendedores como diferencial competitivo

por daniela publicado 26/08/2011 16h21, última modificação 26/08/2011 16h21
São Paulo - Apesar de não serem donas do negócio, essas pessoas mantêm atitudes empreendedoras e passam a ser responsáveis por projetos importantes para a organização, afirma o consultor Rogério Chér, professor da FAAP e FGV.
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Cada vez mais, as companhias necessitam inovar, requisito básico para o reconhecimento e a sobrevivência no mercado. Para isso, é fundamental estimular e reter profissionais intraempreendedores, aqueles que, apesar de não serem donos do negócio, mantêm atitudes empreendedoras e querem assumir para si próprios a estruturação e implementação de projetos com grandes diferenciais competitivos. É o que destaca Rogério Chér, sócio da Empreender Vida e Carreira e professor de Administração, Formação de Empreendedores e Criatividade Aplicada ao Empreendedorismo da FAAP e dos cursos do GV PEC (Programa de Educação Continuada para Executivos da Fundação Getúlio Vargas).

Chér alerta que não é possível tocar um negócio só com uma equipe de intraempeendedores, mas também não dá para seguir sem eles. Assim, as empresas devem detectar esses talentos e tornar o ambiente adequado às suas iniciativas. Sem esses cuidados, os intraempreendedores não agem ou abandonam a organização.

“Eles não são alimentados somente por desafios, mas necessitam de recompensas, sejam monetárias ou mais desafios. Os intraempreendedores também precisam de liberdade para cruzar as fronteiras dos departamentos das companhias e não gostam de hierarquias rígidas para autorizações”, disse Chér, que participou na quinta-feira (25/08) do comitê de Gestão de Pessoas da Amcham-São Paulo.

Perfil do intraempreendedor

O consultor Rogério Chér explicou que intraempreendedores são de diversas faixas etárias e podem possuir variados tipos de formações. Ele destacou no comitê da Amcham algumas características desses profissionais: 

• Têm disposição para o desafio de transformar um conceito e uma ideia num negócio e numa realidade dentro da empresa;
• Cruzam as fronteiras da organização e assumem a responsabilidade por todos os aspectos do projeto;
• Muitas vezes não delegam e fazem pessoalmente, ainda que sejam tarefas triviais;
• Tem dedicação obstinada à sua ideia com alto nível de exigência consigo e com os demais;
• Honram seus patrocinadores dentro das organizações;
• Apresentam boa dose de obstinação, impaciência, inquietude e uma “certa falta de respeito” pela tradição;
• Não perguntam se a ideia funcionará, mas sim como fazê-la funcionar;
• Desejam liberdade e acesso aos recursos da empresa para financiar suas ideias;
• São menos motivados pelo poder do que os executivos (são mais motivados por realização);
• Esforçam-se para fazer com que os demais concordem com sua visão.

Segudo Chér, companhias de variados portes, até mesmo as grandes corporações que possuem centros de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), podem se beneficiar dos trabalhos dos intraempreendedores.

 

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