Compartilhar condomínios reduz custos e otimiza logística

publicado 07/05/2014 16h24, última modificação 07/05/2014 16h24
São Paulo – Novidade no mercado, condomínios ultra especializados focam em serviços e segurança
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A dobradinha de benefícios “foco na operação e diluição de custos” despertou o interesse do mercado para o conceito de condomínios logísticos. No Brasil, ele ainda é uma novidade, afirmam profissionais de empresas pioneiras, como Alex Martins, gerente de Property Management na GLP- Global Logistics Properties (confira aqui a apresentação completa), e José Luis Demeterco, presidente da Capital Realty (confira aqui a apresentação completa) .

Eles foram os convidados do comitê aberto de Logística da Amcham – São Paulo na quarta-feira (07/05).

Segundo Demeterco, o serviço é ofertado há menos de uma década, no mercado brasileiro. “Principalmente o que a gente chama de condomínio classe A”, distingue.

O tipo de oferta a que ele se refere reúne uma série de serviços qualificados com custos rateados por todos os inquilinos, além de soluções imóveis com alta qualidade e flexibilidade, atendendo ao projeto dos clientes. Tratam-se de grandes parques instalados em áreas estratégicas para operações de transporte, em cidades de grande ou médio porte, normalmente.

Vantagens

O principal chamariz para o compartilhamento da área é o preço: enquanto um armazém isolado tem custo de R$ 4,50 o m², o condomínio sai a R$ 1,50 o m², de acordo com Demeterco – Martins cita R$ 2,70 o m².

Num parque de 5 mil m² da Capital Realty, por exemplo, a taxa de condomínio custa, em média, R$ 7.500. Já num local de uso exclusivo, com o mesmo tamanho, os serviços prestados pelo condomínio sairiam a R$ 22.711,88, três vezes mais caros.

Os parques costumam ainda oferecer postos de combustível com loja de conveniência e restaurantes, já que normalmente são instalados ao lado de rodovias, distantes de centros de consumo.

Martins afirma que a redução total de custos alcança 81%, com 73% de aumento do nível de serviços logísticos e eficiência operacional. “A empresa que instala sua logística num condomínio pode focar mais em seu core. Há ainda, uma redução de 72% de investimentos em ativos, o que dá mais flexibilidade às operações, permitindo a expansão”, conclui.

Serviços

Demeterco diz que, em média, os parques oferecem estruturas como pé-direto de 12 metros, capacidade de piso de 6 toneladas/m², docas niveladoras hidráulicas, mezaninos para armazenagem ou escritório, sistemas de sprinklers e possibilidade de operação em cross-docking.

Ainda são inclusos serviços como gestão do condomínio, concierge, segurança 24h, portaria com controle de acesso, postos de combustível (e até loja de conveniência), borracharia e auto elétrica, circuito fechado com câmeras, pátios para estacionamento de carretas e carros, geradores de energia, áreas de apoio para motoristas e restaurantes.

“Há um manual do empreendimento e reuniões com os condôminos para alinhamento e melhorias, além de assessoria para a obtenção de licenças como as do Corpo de Bombeiros”, exemplifica o presidente da Capital Realty. “São serviços que, sozinha, a empresa não teria escala para economizar”, ressalta.

Segurança

Os condomínios ainda podem oferecer flexibilidades nos espaços físicos locados, acrescenta Martins.

Mas de todas as facilidades de um condomínio, a segurança tem um peso maior. “É o segundo maior atributo da logística”, comenta o executivo da GLP.

Em casos em que a empresa requer serviços de segurança específicos, como escolta, por exemplo, o custo é bancado pela própria locatária.

No entanto, a segurança aparece como prioridade na direção do condomínio. “Há uma gestão de segurança até para evitar expor a carga aos próprios funcionários do parque, mantendo sigilo de aspectos como a marca transportada, valores, produtos e tamanhos”, detalha.

A seguir, a íntegra das apresentações de Alex Martins, da GLP, e José Luis Demeterco, da Capital Realty, no comitê aberto de Logística da Amcham–São Paulo, realizado no dia 07/5:

 

 

 

 

 

 


 

 

 

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