Comunicação deve contribuir para que líderes e colaboradores se entendam e trabalhem por objetivos comuns

publicado 20/12/2018 17h57, última modificação 20/12/2018 17h57
São Paulo – David Grinberg (McDonald’s) debateu o papel da comunicação com Clarisse Pantoja (Gerdau) no Social Business IBM
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A forma que o McDonald’s (Arcos Dourados) encontrou para fazer as informações circularem internamente foi seguir a mesma estratégia de divulgação usada para públicos externos. Resumindo, “a comunicação interna deve ser tratada como comunicação externa”, afirma David Grinberg, diretor de comunicação corporativa do McDonald’s.

Grinberg participou de um painel sobre o papel da comunicação interna nas empresas no Social Business, evento realizado pela Amcham-São Paulo em 5/12, patrocinado pela IBM. Clarisse Pantoja, especialista em Cultura, Gestão da Mudança e Comunicação Interna da Gerdau, compartilhou as experiências da companhia. O Social Business reuniu 70 executivos de comunicação empresarial.

Flávia Apocalypse, gerente de comunicação da IBM, mediou as conversas. O publicitário Tadeu Bretas, da Inova Consulting, abordou as tendências que afetam a área de comunicação. Um dos problemas detectados na corporação foi a diversidade geracional dos colaboradores. O perfil das lojas é de profissionais jovens, na faixa dos 20 anos, enquanto o dos escritórios é de funcionários mais velhos. Os dois lados tinham dificuldade de conversar.

“Precisávamos entender nossos próprios interlocutores”, conta Grinberg. Para isso, um profissional foi contratado para “calibrar” a comunicação e adequar a linguagem para todas as equipes. Além da comunicação, a empresa incentivou o uso da tecnologia para os pouco familiarizados. Para divulgar mensagens importantes, o CEO aparecia nos vídeos que eram divulgados pela empresa.

A Gerdau, por sua vez, adotou uma postura mais transparente na comunicação, relata Pantoja. O diálogo passou a ser estimulado pelas lideranças e canais de comunicação interna foram criados e acompanhados pelo CEO. Foi uma mudança cultural, detalha Pantoja. A Gerdau, que sempre foi uma empresa familiar clássica que tinha os donos no comando, se transformou para se tornar uma empresa mais aberta e profissional, comenta.

Para Bretas, há uma mudança de mentalidade, que privilegia o coletivo em vez do individual. Os profissionais devem desenvolver competências técnicas (racionais), além de inteligência emocional e preocupações com a coletividade (sociais). “Saber gerir a complexidade e a ambiguidade será o fator de maior impacto na forma como trabalharemos nos próximos dez anos”, disse.

 

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