Conceito de ampliação do espaço ocupacional nas equipes alinha-se à estratégia de alta performance corporativa

por simei_morais — publicado 20/03/2013 14h23, última modificação 20/03/2013 14h23
São Paulo – Tendência global considera oportunidades para profissionais desenvolverem mais atividades, com maior desafio intelectual.
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Para atender às expectativas de resultados de alta performance das companhias, a gestão de pessoas flexibilizou os desenhos das equipes e deu mais espaço ocupacional aos profissionais. A intenção é que cada funcionário tenha como desempenhar atividades com maior complexidade, afirma o consultor Vicente Picarelli Filho.

Ele falou ao site após explanar o conceito a gestores reunidos no comitê estratégico de Marketing da Amcham-São Paulo nesta quarta-feira (20/03). “Eles (os gestores de marketing membros do comitê) são responsáveis pela área técnica de marketing, mas também atuam com pessoas”, comenta.

Segundo Picarelli, a ampliação do espaço ocupacional é uma tendência global que ajuda a enfrentar os desafios corporativos num cenário de competição mundial crescente. Ele cita que, até recentemente, a maioria das organizações apresentava limitações nos desenhos organizacionais.

“As empresas se estruturavam funcionalmente e os espaços ocupacionais eram pequenos. As pessoas tinham poucas tarefas. Elas apresentavam muito potencial, mas não o usavam porque possuíam pouco espaço para se expressar”, diz.

Geração de valor

A ampliação desse espaço abrange não necessariamente o volume de tarefas, mas consiste em maior desafio intelectual. “As empresas estão rompendo essas estruturas, deixando-as mais flexíveis para que as pessoas cresçam aumentando a capacidade para realizar”, declara.

O conceito se alia à atividade do líder de equipe, que não se preocupa mais apenas com a questão técnica (marketing, finanças, logística, etc.), mas também com o alinhamento entre estratégia e execução dos serviços da área, gestão de recursos e de pessoas.

De acordo com o consultor, a tendência é de que esses líderes considerem a cultura da companhia, mas redesenhem suas equipes de acordo com as competências reunidas e as demandas de sua área. “É preciso conhecer as pessoas, identificar suas habilidades, saber de suas expectativas e prepará-las [para o desafio]. O que se propõe é que o gestor faça o desenho organizacional mais adequado e ajude a entregar o resultado da estratégia”, afirma.

Na prática, os profissionais devem estar organizados, desenvolvidos e comunicados. Quanto mais estiverem nesse alinhamento, mais condições eles terão de desempenhar seus novos papéis, completa Picarelli.

Ele lembra que as decisões em equipe apresentam menos riscos de erro. Assim, as consequências da ampliação do espaço ocupacional reverberam ainda mais sobre os negócios da companhia. “Isso gera valor para a empresa. Os CEOs precisam de talentos que convergem para a cultura de performance da empresa”, ressalta.

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