Conselho eficiente depende da vivência e da experiência dos membros

por marcel_gugoni — publicado 07/11/2012 17h44, última modificação 07/11/2012 17h44
São Paulo – Presidente da Mesa Corporate Governance defende que conhecimento é muito importante para que os conselheiros possam discutir com propriedade sobre os rumos da empresa.
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Um conselho de administração eficiente é resultado da experiência e da vivência de seus membros. A qualificação de conselheiros é tema que está na ordem do dia em governança corporativa, e a conclusão é uma só: o conhecimento é muito importante para que os conselheiros possam discutir com propriedade sobre os rumos da empresa.

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Esse foi o principal tema do debate desta quarta-feira (07/11) do comitê estratégico de Governança Corporativa da Amcham-São Paulo. Herbert Steinberg, que é consultor em Governança Corporativa, presidente da Mesa Corporate Governance, conselheiro da Amcham e presidente do comitê, compartilhou um resumo do debate com reportagem do site.

“As empresas devem discutir o papel dos conselhos de administração e o papel dos conselheiros”, afirmou ele. O encontro girou em torno dos resultados, para a governança corporativa brasileira, do 13º Congresso Internacional de Governança Corporativa, realizado em outubro.

Segundo Steinberg, há uma preocupação com cursos de formação de conselheiros que não formam profissionais completos. “A exemplo do que acontece na área médica em que é preciso um protocolo para abrir o peito de uma pessoa, nós também precisamos, na área de governo das empresas, de protocolos para lidar com coisas complexas.”

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As empresas não podem depender somente da “opinião e do gosto ou da motivação daquele conselheiro”. A governança, defende o especialista, precisa de uma formatação da visão que não considere somente o olhar da gestão, mas o olhar do investimento do acionista, da geração de valor à companhia, da mitigação de risco do negócio.

“Isso gera a necessidade de formatar a cabeça do conselheiro bem como instruí-lo em coisas básicas. Um conselheiro tem que entender de balanço. Um conselheiro deve ter tido experiências concretas em empresas de peso, robustas, como executivo financeiro ou como gestor”, reforça.

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Em suma, a questão da formação exige que o conselheiro entenda dos códigos de boas práticas de governança. “Queremos disseminar as boas práticas entre os conselheiros para que possam debater de forma pertinente para onde a empresa vai.”

Congresso de governança

Segundo Herbert Steinberg, dois temas que chamam a atenção no congresso de governança são a necessidade de definir métricas de avaliação de conselhos e como as empresas não listadas em bolsa ou que não estejam sob a Leis das S/A podem adotá-los. “A avaliação é uma métrica que precisamos ter para auferir se estamos indo bem. A governança é importante porque as empresas não listadas são 15 mil, enquanto as listadas são 600.”

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Os conselhos têm diferentes razões de existir: “existem conselhos ratificadores, homologadores, de debate, de informação aos controladores e para geração de valor, para empresas abertas ou fechadas”.

Segundo Steinberg, é preciso “disseminar as boas práticas entre as empresas do País e permitir que alcancem outro estágio de governança”.

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