Construção de uma marca pessoal depende mais de determinadas atitudes do que de conhecimento

por giovanna publicado 10/11/2011 11h00, última modificação 10/11/2011 11h00
São Paulo – Habilidade de comunicação e facilidade para trabalhar em grupo são alguns aspectos-chave para sucesso na carreira, aponta Adilson Souza, sócio-diretor da EstAção RH Consultoria.

A construção de uma marca pessoal no mundo corporativo vai além do diferencial relacionado à bagagem de conhecimentos específicos e de experiências em outras empresas e viagens. O sucesso depende muito mais de determinadas atitudes, explica Adilson Souza, sócio-diretor da EstAção RH Consultoria, especialista em administração e desenvolvimento do fator humano nas organizações.

“A marca pessoal está mais relacionada com atitude do que com conhecimentos específicos. Habilidade de comunicação, facilidade de relacionamento e liderança, isto é, capacidade de liderar e ser liderado, são fundamentais. Por trabalhar melhor esses aspectos, muitas vezes, um profissional mediano pode chegar a uma posição de mais destaque”, salientou Souza, que participou nesta quarta-feira (09/11) do comitê de Secretariado Executivo da Amcham-São Paulo.

Ele defende que os profissionais devem pensar na marca pessoal de maneira estratégica, buscando trabalhar em equipe, assim como se posicionar adequadamente em reuniões, palestras e eventos, agregando valor às discussões e tendo abertura para diversos pontos de vista.

“Quando a pessoa tem atitude, consegue buscar conhecimento. Porém, nem sempre ,quando detém conhecimento, consegue ter atitude. É difícil treinar isso”, comentou. Para o especialista é complicado alterar aspectos comportamentais. 

Cuidados extras

Souza lembra que a construção da marca pessoal é feita também no ambiente externo às empresas. Desta forma, é necessário cuidado redobrado com o que se comunica na internet. “Um grande equivoco é que as pessoas estão usando muito mal as redes sociais”, alertou.

O vestuário é outro item importante a ser considerado na concepção da imagem. É preciso ter sensibilidade, usar roupas adequadas às funções exercidas. “A sociedade tende a ter seus padrões, que são muito avaliados nessa questão da vestimenta. Isso é inevitável. Os executivos não devem chamar mais atenção do que os eventos de que participam”, orientou.

Adilson Souza ressaltou, por fim, que todos os pilares da marca pessoal devem ser bem fundamentados, verdadeiros. “Se, em algum momento, os alicerces da credibilidade e da confiança forem arranhados, será um problema ao profissional porque a marca pessoal perderá valor.”

 

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