Contagem regressiva para 2020 e uma novidade: CEOs precisam abandonar as velhas metas de ano novo

publicado 09/12/2019 16h50, última modificação 12/12/2019 10h58
São Paulo – Ao construir o ‘planner’ do próximo ano, altas lideranças precisam ter apenas um foco: as incertezas, aponta o presidente da Thymus Branding
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Presidente da Thymus Branding, Ricardo Guimarãe, fala sobre encarar as incertezas para alcançar o futuro

Falta menos de 30 dias para a chegada de 2020. Nesta época do ano, é comum que muitas pessoas criem objetivos que desejam cumprir, inclusive, nas empresas. A novidade é que o próximo ano deverá ser sem idealismo, pelo menos para os CEO’s que querem sobreviver no mercado e encontrar o futuro.

Segundo o presidente da Thymus Branding, Ricardo Guimarães, ao construir seu ‘planner’ do próximo ano, altas lideranças precisam ter apenas um foco: as incertezas, deixando de priorizar no seu planejamento velhas metas de comando e controle.

O novo ano, segundo o executivo, será de quem responde às mudanças e não segue planos. “O que vai proteger sua companhia e liderança é a descoberta da ‘incerteza’”, provocou ele, na reunião conjunta de CEOs e Presidentes, no dia 4/12, com o tema “Perenidade em futuro incerto”.

Entender o caos externo e encarar o inesperado, buscando o apoio de times horizontais, são a chave de acesso ao portal do futuro dos negócios. A diferença é que, muitas vezes, as chaves do novo mercado não serão mais descobertas pela direção executiva da organização.

“Se o menino de 20 anos é quem entende do assunto da reunião, ele que vai liderar, e não o diretor de 50”, explica Ricardo Guimarães, lembrando que ambientes verticais tendem a serem mais políticos e menos estratégicos.

Na visão dele, as organizações precisam seguir o mesmo modelo de funcionamento do corpo humano, ou seja, precisam possuir um sistema vivo com células que se comunicam entre si e dando importância significativa a todas partículas.

Segundo o presidente da Thymus Branding, organizações mecanizadas e robotizadas não vão conseguir ter o nível de atenção e de sensibilidade necessários para poder capturar as emergências. Na nova era, pequenas causas podem ter grandes efeitos, alerta ele.

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