Crescimento da área de supply chain aumenta procura por talentos, segundo Korn/Ferry Hay Group

publicado 08/04/2016 10h49, última modificação 08/04/2016 10h49
São Paulo – Para consultoria, desafio é atender exigência de maior agilidade na distribuição
comite-estrategico-supply-chain-9577.html

Com a área de Supply Chain (Cadeia de Suprimentos) crescendo em importância, as empresas vão aumentar a busca por profissionais qualificados, segundo os consultores da Korn/Ferry Hay Group que participaram do comitê estratégico de Supply Chain da Amcham – São Paulo, na quinta-feira (7/4).

“O consumidor quer ser atendido mais rapidamente, o que tem feito a área de supply chain ganhar importância”, disse Marcelo Lavall, sócio sênior da Korn/Ferry Hay Group. O aumento da exigência veio com a popularização das tecnologias digitais, o que possibilitou aos clientes serem mais críticos em relação a prazos de entrega e compliance.

“A necessidade de competências maiores aumenta o nível de exigência dos melhores talentos, uma vez que a área torna-se cada vez mais estratégica”, disse Silvia Sigaud, sócia sênior da Korn/Ferry Hay Group. Algumas das tendências de recrutamento da área de supply chain levantadas pela consultoria foram apresentadas pela executiva. Entre elas, a de que a competição por talentos na área deve ser alta especialmente em níveis médios, onde o tempo de maturação é mais longo.

Silvia também mencionou uma grande lacuna de recrutamento em planejamento da cadeia de fornecimento, ao exigir habilidade técnica e domínio de soluções de tecnologia e compreensão ampliada do mercado. A consequência disso é que a procura em alta vai fazer os salários do setor aumentarem e tornarão os candidatos mais seletivos. Eles levarão em conta a reputação do empregador, de acordo com os dados da consultoria.

De acordo com Lavall, as empresas têm que ter flexibilidade para se adaptar ao novo cenário. “A tendência é de se manter a operação de supply chain com alta eficiência e custo baixo. E quando se fala em custo, é como ter a cadeia de suprimentos customizada em logística e adequada à necessidade do cliente.”

O movimento de customização da logística está sendo batizada de “uberização” – referência ao modelo de negócios do serviço de motoristas particulares Uber. “Tem a ver com a relação de consumo. O produto em si não mudou, é um transporte que leva o passageiro de um lado a outro. Mas a forma de consumir o serviço é que muda e isso vale não só para transporte, mas quase todas as atividades”, explica Lavall.

Para dar agilidade aos serviços logísticos, as empresas estão usando ferramentas digitais, como big data, compartilhamento de recursos e disponibilização de informação na nuvem.

Elisangela Lopes, gerente sênior da Korn/Ferry Hay Group, apresentou algumas tendências do mercado de trabalho em geral. Tanto em 2015 como em 2014, o desenvolvimento de lideranças segue como prioridade para o RH. Nesse período, a atração e retenção de talentos perdeu espaço para a reestruturação e redimensionamento da organização como prioridade de RH.

A mudança de prioridade se deve à piora do cenário econômico, segundo Elisangela. “Isso trouxe impacto para a autonomia da gerência. Hoje as principais decisões estão centralizadas no primeiro nível, que têm receio em dar autonomia a profissionais que tiveram a carreira acelerada nos últimos anos. Para eles, esses profissionais ainda não estão maduros o suficiente para tomar decisões importantes.”

registrado em: