Crescimento do Brasil torna empresas nacionais mais valiosas

por giovanna publicado 14/02/2012 12h25, última modificação 14/02/2012 12h25
Recife – Não é só a marca que faz a diferença no valor de uma empresa. No mundo, segmento de TI é um dos que despontam.

As empresas brasileiras valem mais hoje do que no passado. A estabilidade política e econômica e a queda no risco para investimentos no Brasil são os principais fatores para a valorização das companhias nacionais.
 
“A perspectiva de crescimento do País é o fator de maior influência no valor das companhias”, afirmou Hugo Luna, gerente de Finanças Corporativas da Deloitte, que participou do comitê de Economia e Finanças da Amcham-Recife, na última sexta-feira (10/02).
 
Essa perspectiva tem impacto direto na projeção de geração de receita e de percentual de crescimento dos negócios. É uma questão de confiança dos empresários em investir ou não em um país.
 
Valor dos ativos
 
Luna afirma que o valor pode estar tanto em ativos tangíveis quanto naqueles não tangíveis. “Empresas de tecnologia, por exemplo, têm as pessoas e seu capital intelectual como ativos mais valiosos”, afirma. “No caso da [área de] produção de energia, os ativos na maioria são físicos [como uma turbina hidrelétrica ou um painel solar].”
 
Embora seja difícil dizer quais os segmentos mais valiosos do mercado brasileiro, o especialista diz que, atualmente, as empresas relacionadas à Tecnologia da Informação (TI) despontam em qualquer lista.

A explicação é simples. Nos últimos anos, surgiram desse setor as principais inovações adotadas no dia a dia das pessoas e das próprias empresas. Vide os casos de empresas como Microsoft, Google e Facebook e outras que dependem do meio virtual para alavancar seus negócios.

Valor da marca

As marcas são elementos de peso no preço atribuído a uma empresa. “Saber o quanto a marca agrega valor à companhia ou a um produto é imprescindível”, analisou Luna.

Não por acaso, pesquisa Iterbrand mostra que, dentre as dez marcas mais valiosas do mundo em 2010 (os dados mais recentes), seis eram do setor de TI – IBM (2º lugar), Microsoft (3º), Google (4º), Intel (7º), Apple (8º) e Hewlett-Packard (10º).

No começo deste mês, o Facebook anunciou que faria um IPO (Oferta Pública de Ações, na sigla em inglês) para ter seus papéis negociados na Nasdaq a, pelo menos, US$ 100 bilhões. É mais um exemplo de marca valiosíssima – pelo menos na avaliação dos futuros acionistas da rede social.

Comparação com o mercado
 
O executivo da Deloitte explica que, ao medir o valor de uma empresa, é preciso estar atento, além de fatores internos como fluxo de caixa e perspectivas de crescimento, a elementos externos.
 
“É importante contar com a perspectiva do mercado, não apenas local, mas global”, destacou.
 
Dentre os pontos que podem ser avaliados na comparação com companhias de outros países, Luna aponta a análise dos valores de empresas do mesmo segmento e estudo das quantias pagas em transações de compra e venda dessas organizações.
 

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