Crescimento do setor de aviação ficou estagnado no mês da Copa

por lays_shiromaru — publicado 14/08/2014 10h30, última modificação 14/08/2014 10h30
São Paulo – Eleição também deve frear crescimento da indústria, segundo diretor da Avianca Brasil
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Ao contrário dos primeiros meses do ano, junho representou um período de estagnação para a indústria de aviação. Em participação no comitê de Viagens e Mobilidade Corporativa da Amcham, em 12/08, o diretor comercial da Avianca Brasil, Rodrigo Napoli, contou que o setor não apresentou crescimento no mês da Copa.

“De janeiro a abril desse ano, houve crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Em maio, caiu para 4%. Já em junho, o setor ficou estagnado”, diz.

Os resultados do mercado durante o mês de julho ainda não foram divulgados, mas Napoli conta que houve uma baixa de 5% na Avianca. “Foi certamente um dos piores meses em relação a resultados para a companhia”, afirma.

De acordo com ele, o mercado deve desacelerar antes e depois das eleições, por conta da incerteza da população sobre os próximos passos do país. “Isso reflete na nossa indústria, independentemente do candidato eleito”, conta.

Outro fator que deve impactar os negócios da aviação é a queda do PIB. “Temos uma relação umbilical com o PIB. Com a economia baixa, a tendência é que as pessoas deixem de viajar”, explica Napoli.

Desde que iniciou suas operações no Brasil, em 2010, a Avianca apresentou crescimento de 310%. “Somos uma empresa pequena aqui no país, e é normal que os números dos primeiros anos sejam mais expressivos”, explica Napoli. Para 2014, a expectativa é que o faturamento da companhia aérea aumente 30%. A participação de mercado passou de 2,5% para 9%.

Mesmo com o cenário nada favorável para o setor de aviação, Napoli diz que espera manter o ritmo de crescimento em 2015, principalmente com a entrada na Star Alliance, rede mundial de companhias aéreas, que deve facilitar a integração com a Avianca internacional. 

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