Criar comunidades dentro das empresas é alternativa para lidar com diversidade cultural

por daniela publicado 30/03/2011 17h16, última modificação 30/03/2011 17h16
Porto Alegre - Estratégia de gestão de pessoas consiste em aplicar o conceito de comunidades virtuais, formando grupos presenciais para debater de temas específicos dentro das organizações.
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Aplicar o conceito das comunidades virtuais da web, criando grupos presenciais para debater temas especificos é uma boa estratégia para lidar melhor com a diversidade cultural encontrada no ambiente de trabalho, indica Paulo Amorim, diretor de Recursos Humanos da Dell para América Latina. Segundo ele, a vida pessoal está invadindo as empresas, cada colaborador quer sua individualidade na organização, e lidar com os anseios de várias gerações, raças, estilos e até mesmo nações, no caso de multinacionais, é um dasafio para os gestores.

“As comunidades desenvolvidas pela Dell têm o objetivo de trazer integridade de volta às relações. Elas reúnem diferentes pessoas em torno de algo em comum e criam debates sobre temas específicos, servindo como uma via de duas mãos entre colaboradores e gestores”, afimou Amorim nesta quarta-feira (30/03) no comitê de Gestão de Pessoas da Amcham-Porto Alegre.

Atualmente, existem três comunidades em atuação na Dell. A “True Ability”  gira em torno de temas ligados ao dia a dia dos portadores de deficiência; a “Wise”, trata de mulheres que buscam excelência; e a “Youth Connect” atua no preparo de jovens no que diz respeito à formação tecnológica e à inclusão digital. Em breve, será lançada a “GenNext”, que discutirá aspectos relacionados às diferentes gerações.

Para Amorim, a sustentação de um ambiente de diversidade e inclusão no meio corporativo passa pela disseminação de valores e práticas, assim como pelo envolvimento da liderança. “Não se cria esse ambiente de trabalho do dia para a noite. Se relacionar não é fácil, é necessária uma boa base organizacional”, defende ele.

As gerações

O aumento da expectativa de vida no mundo está mudando o quadro de trabalho. Paulo Amorim lembra que, há algumas décadas, um profissional de 60 anos já pensava na aposentadoria, ao passo que hoje permanece atuante enquanto tiver condições, ultrapassando os 70 anos. Em contrapartida, cada vez mais jovens talentos inquietos e ambiciosos entram no mercado.

No cenário atual, portanto, quatro gerações têm de conviver: a ‘silenciosa’ (nascidos entre 1925 e 1945), a dos ‘Baby Boomers’ (1946-1964), a ‘X’ (1965-1981), e  a ‘Y’ (a partir de 1981).

“Normalmente, elas entram em conflito, mas existem formas de fazê-las se entender. É necessário romper o processo de críticas e caracterização das gerações, encontrando áreas onde funcionem juntas. Os líderes devem ser mentores, com responsabilidade de educar e orientar as pessoas nascidas nas diferentes épocas”, explicou o especialista em gestão de pessoas no evento da Amcham.

Amorim destacou ainda que uma boa solução para manter a geração Y interessada, engajada, é promover projetos paralelos de incentivo e bem remunerados para esses jovens. “Ter uma relação aberta com os cargos de liderança e um horário flexível também funcionam”, garante Amorim.

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