Demonstrativo financeiro norteia tomadas de decisões

publicado 29/07/2013 17h09, última modificação 29/07/2013 17h09
Belo Horizonte – Cruzamento de informações permite à empresa o crescimento sustentável
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Como um mapeamento de tudo o que ocorre na empresa, o demonstrativo financeiro é uma das ferramentas mais seguras para embasar as tomadas de decisões globais ou por setor, dentro de uma empresa. O cruzamento de dados traça indicadores que permitem visualizar como o negócio se desenvolve. O resultado é a possibilidade de expansão sustentável, minimizando os riscos.

“À medida que a empresa cresce, a gestão se torna complexa e as decisões dão escopo a esse desenvolvimento, por isso é necessário ter prudência no crescimento. A falta dela é uma das responsáveis pela mortalidade dos negócios”, diz Vicente Mascarenhas, diretor Administrativo e Financeiro da NetService.

Ele abordou o assunto no comitê de Finanças e Economia da Amcham – Belo Horizonte na quinta-feira (25/07), ao lado de João Gustavo Araújo, diretor Administrativo e Operacional da consultoria Quaestor.

Profissionalização

Tema “árido” para a maioria dos gestores, o demonstrativo financeiro é sinal de profissionalização das empresas, considera Mascarenhas. “Muitas empresas ainda não conseguem fazer correlação entre operação, fluxos financeiros e contábeis nem fazer o caminho reverso, que vai mostrar os indicadores-base para as decisões”, declara.

Mas é a partir da aplicação da ferramenta que se enxerga os fenômenos que afetam a gestão, como capital de giro e oscilações decorrentes. Segundo o executivo, eles são fundamentais para acompanhar a expansão da empresa, determinando os prazos de pagamento e recebimento corretos e linhas de crédito a longo prazo, por exemplo. “Tem de haver uma expansão da estrutura financeira para acompanhar esse crescimento do negócio”, cita.

Inteligência

Todas essas informações do demonstrativo financeiro podem virar dados estratificados para serem usados estrategicamente, destaca João Gustavo Araújo. “É possível avançar, nas análises, e cruzar dados de vários setores para conseguir informações que não são apenas números, mas estratégias”, explica.

Para essa tarefa, é necessário usar ferramentas de business intelligence (BI), que existem em softwares gratuitos e pagos, normalmente já existentes na empresa, indica Araújo. De acordo com o executivo, ao alcançar indicadores e métricas, é possível verificar o que, de fato, afeta o negócio. “Posso ter aumento de cliente, mas não de rentabilidade. Preciso, então, de um indicador que aponte minha rentabilidade e como a consigo. É dessa forma que posso tomar decisões seguras”, exemplifica.

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