E-commerce brasileiro continua aquecido e integrado ao varejo tradicional

publicado 12/06/2015 09h00, última modificação 12/06/2015 09h00
São Paulo – Oferecer o produto na internet e fazer o cliente retirar na loja pode estimular compras por impulso
daniel-bento-358.html

O e-commerce está passando ao largo da recessão econômica no Brasil. Deve crescer em ritmo de dois dígitos neste ano, e as lojas físicas têm que integrar estratégias de vendas do mundo virtual e físico, para não perder clientes. Essas foram algumas das estimativas que Daniel Bento, diretor de meios de pagamento da ABComm (Associação Brasileira de E-commerce), compartilhou com os participantes do comitê estratégico de Finanças da Amcham – São Paulo, realizado na quinta-feira (11/6).

“A expansão do e-commerce brasileiro continuará agressiva este ano. Menos que os 27% de 2014, mas ainda no patamar de dois dígitos.” Bento disse que as dificuldades do primeiro trimestre contaminaram os números projetados para o final do ano, e ainda é preciso avaliar o impacto da recuperação de vendas a partir de abril. “Temos que esperar um pouco para rever as projeções.”

De acordo com a AbComm, o e-commerce deve movimentar 15,8 bilhões de euros em 2015. Isso equivaleria a 55 bilhões de reais, usando a cotação média do euro em junho – 3,5 reais. Mas, embora aquecido, o e-commerce brasileiro vem desacelerando nos últimos anos. Citando dados da entidade, Bento revela que o volume de vendas online aumentou 30% em 2012. No ano seguinte, as vendas subiram 28%, e no ano passado o crescimento foi de 27%. Já as vendas off-line (lojas físicas) caíram de 6% para 4% entre 2012 e 2014.

Sobre o varejo tradicional, Bento considera que o segmento poderia copiar estratégias de vendas do mundo online. Ainda é comum encontrar um produto com preços diferentes no site e na loja da varejista, e há casos em que o vendedor da loja tem que fechar a compra pelo site da empresa – que normalmente traz condições mais vantajosas. “As lojas físicas podem adotar métricas de desempenho semelhantes às do site, e perseguir metas a partir delas”, sugere.

Bento também disse que uma estratégia eficaz adotada por algumas varejistas é receber o pedido do cliente pela internet e entregar na loja física. “Se o cliente experimentar e não gostar do produto, recebe o dinheiro de volta. Mas a experiência nos diz que, de forma geral, o cliente geralmente escolhe outra coisa. Ele também acaba circulando pela loja, o que estimula a compra por impulso.”

registrado em: