Como abandonar o networking de “coffee break”? Estratégias para abordagens de ideias e projetos

publicado 19/04/2017 10h45, última modificação 20/04/2017 08h58
São Paulo – Jorge Menezes, autor e professor de liderança, cita quatro passos para um networking inteligente
Jorge Menezes

Jorge Menezes, da Radar Executivo: networking estratégico se baseia em ideias e projetos

Um networking sem objetividade, além de perda de tempo, afeta a saúde do interlocutor, ilustra Jorge Menezes, autor, professor e diretor executivo da Radar Executivo Business School. Para ele, é preciso sair do networking que chamou de “coffee break” e partir para uma abordagem mais estratégica de negócios. “Enquanto o primeiro só engorda, o networking estratégico se baseia em ideias que geram negócios”, disse, no primeiro Encontro de Networking da Amcham – São Paulo, em 11/4.

Menezes cita um exemplo pessoal de networking estratégico. Autor do livro ‘Transformando Networking em Negócios (Alta Books Editora, 2015)’, Menezes pensou em convidar o então CEO da Amcham, Gabriel Rico, para escrever o prefácio da obra. Ao saber que Rico participaria de um CEO Fórum em Recife, Menezes foi ao evento com o objetivo de se apresentar e falar do livro. “Na hora que consegui uma oportunidade de me aproximar, entreguei meu livro a ele, falei de minha intenção e fui embora. Meu objetivo no evento havia sido alcançado”, conta o palestrante.

Um networking inteligente é objetivo e se baseia em quatro pilares, de acordo com Menezes. Veja abaixo os pilares:

1. Credibilidade

Para o especialista, uma boa reputação pessoal se constrói com paciência, comprometimento e credibilidade. “Significa que, ao ser chamado, você vai entregar exatamente aquilo que as pessoas estão comprando. Ou se ela comprar um produto da sua empresa, ele será entregue”, argumenta Menezes.

2. Marca pessoal

Criar uma estratégia de diferenciação pessoal aumenta as chances de ser lembrado posteriormente. Como exemplo, o especialista cita os primeiros astronautas que foram à Lua. “As pessoas se lembram dos dois primeiros que chegaram, mas e o terceiro? Então, você tem que ser, no mínimo, o segundo a ser lembrado. Porque se for o terceiro, não vai ter negócio.”

3. Visibilidade

Em tempos de redes sociais, tornar-se conhecido ficou mais fácil, de acordo com Menezes. “Está na ponta do dedo alcançar visibilidade, mas as pessoas não fazem. O Facebook e o Linkedin têm manuais de como aumentar a visibilidade, por exemplo”, comenta. Para ele, estar bem posicionado digitalmente aumenta as chances de ser encontrado pessoalmente.

4. Capital social

Apresentar ideias e projetos profissionais a possíveis interessados aumenta as chances de encontrar investidores. “Hoje a economia gira em torno de projetos e ideias. São eles que geram negócios e possibilitam encontrar gente para investir em seu projeto. Essa é a função do networking estratégico”, define Menezes.

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