Eleitores querem mudança no cenário político para continuar crescendo, afirma economista

publicado 02/09/2014 09h24, última modificação 02/09/2014 09h24
São Paulo – Fernando Sampaio, da LCA, fala sobre as mudanças na política brasileira e as perspectivas econômicas para os próximos anos
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A reviravolta no cenário político brasileiro – com o rápido aumento da popularidade de Marina Silva, constatada em pesquisas recentes do Datafolha e do Ibope – mostra a esperança da população de retomar um ritmo mais forte de desenvolvimento ao mudar os rumos. Essa é a análise de Fernando Sampaio, economista e sócio da LCA Consultores, que participou do comitê estratégico de Supply Chain da Amcham, em 28/08.

Ele diz que a aprovação de Dilma Rousseff caiu muito com as manifestações de 2013, e a frustração com o desempenho econômico do país desse ano reforçou o descontentamento com o governo. “Olhando para dois ou quatro anos para frente, eu vejo crescimento moderado. No entanto, esse ano está decepcionando expectativas que já não eram muito favoráveis”, explica.

Além disso, outros fatores que diminuem a probabilidade da reeleição de Dilma, segundo Sampaio, são o enfraquecimento do PT com a perda de apoio estratégico (do empresariado e do PSOL) e os problemas de imagem do partido com os casos de mensalão e da Petrobras, por exemplo.

“O cenário político mudou muito rápido. Há três semanas, acreditava-se que Aécio era o maior concorrente de Dilma. A reeleição deixou de ser provável, e agora é apenas uma possibilidade”, analisa.

Sampaio diz que, se as pesquisas estiverem corretas e as eleições terminassem hoje, Marina certamente seria eleita. Porém, o especialista ressalta que as campanhas continuam até o segundo turno – que é uma certeza para as eleições para presidente, de acordo com ele – e ainda há tempo para outras mudanças.

“A subida de Marina Silva foi muito rápida e agora ela vai passar por um teste de solidez nas campanhas, para ver se aguenta sem enfraquecer a adesão que conquistou repentinamente, após o golpe emocional da morte de Eduardo Campos. É uma corrida eleitoral”, diz.

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