Empreender é desafiar o impossível, diz Ricardo Bellino

publicado 25/09/2018 14h47, última modificação 03/10/2018 17h06
Campo Grande – No CEO Fórum, empresário conta que sua trajetória foi de enxergar motivação em adversidades
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Para Ricardo Bellino, empreender é desafiar o “dilema do impossível”. “Ele não aceita o ‘não’ como resposta e desafia todos os dias da sua vida o dilema do impossível”, referindo-se à capacidade de enxergar motivação em situações adversas.

Bellino foi um dos convidados do CEO Fórum da Amcham-Campo Grande (13/9), ao lado de Sandro Gonzalez, CEO da Transpes, Suzy Fleury, fundadora da Academia Emocional, e Deborah Vieitas, CEO da Amcham-Brasil.

Aos 21 anos, Bellino venceu o primeiro desafio do “impossível”. Praticamente sem contatos influentes no mundo da moda e dos negócios na época, convenceu o empresário americano John Casablancas, dono da agência Elite Models, a abrir uma filial brasileira em sociedade.

Anos depois, tornou-se o primeiro brasileiro a ser sócio do então empresário Donald Trump. No curtíssimo tempo que Trump lhe deu para apresentar o projeto, o empresário conseguiu vender a ideia e fechou uma parceria no empreendimento desejado. Posteriormente, Bellino relatou a experiência no livro “3 Minutos para o Sucesso”.

Para vencer o impossível, Bellino disse que é preciso sair da zona de conforto. “O empreendedor de sucesso do passado, presente e futuro, é aquele que está disposto a assumir riscos”, argumenta.

O que destaca uma liderança preparada para o futuro?

Gonzalez, da Transpes, destacou que a capacidade de se relacionar e inspirar o seu time é uma das competências mais necessárias para a liderança do futuro. "É ir além da questão acadêmica, ferramentas ou métodos de gestão. É ter capacidade de inspirar sua equipe e mostrar o caminho, o futuro, fazer com que elas sonhem o seu sonho", detalha. Para ele, o negócio do futuro deverá entender a área de RH como protagonista dentro da empresa.

Fleury abordou a importância da inteligência emocional como diferencial competitivo. “Aprendendo a me controlar emocionalmente, começo a pensar mais estrategicamente. E para fazer as melhores escolhas, preciso ficar estável do ponto de vista das emoções”, argumenta a especialista.  Ter senso crítico para entender que o mundo é muito mais complexo e que as decisões não serão simples também é essencial.