Empresas novas e já estabelecidas em PE devem trabalhar em parceria para evitar guerra de talentos, defende gerente da Kraft Foods

por giovanna publicado 18/08/2011 16h43, última modificação 18/08/2011 16h43
Recife – Para executiva de RH, ação conjunta ajudará a cobrar do governo mais qualificação da mão de obra.
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A fim de evitar que a chegada de empresas com alta demanda de mão de obra qualificada a Pernambuco, como Fiat e Refinaria Abreu e Lima, gere uma guerra de talentos com companhias já instaladas na região, será preciso que todas trabalhem em cooperação e exijam melhorias no quadro de qualificação no Estado, defende Fabiana Giliolli, gerente de Recursos Humanos Norte/Nordeste da Kraft Foods.

“Sabemos que enfrentaremos um rodízio de pessoas, tendo sempre os mesmos componentes transitando entre as companhias. Nossa estratégia é fazer parcerias com outras grandes empresas para que possamos cobrar mais do governo, do Estado em geral, melhorias na educação para que a formação de novos talentos realmente se concretize”, afirmou Fabiana, que participou do comitê estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham-Recife nesta quinta-feira (18/08).

Fabiana conta que esse quadro é novo para o Estado, já que há pouco tempo era rara a instalação de grandes empreendimentos. “Tivemos um momento quando Pernambuco ficou muito tempo sem receber novas indústrias. As pessoas podiam até ser capacitadas, mas se expunham pouco para o mercado. Naquela situação, realizamos trabalho forte para identificação, através de universidades e consultorias, dessas pessoas. Assim, conseguimos recrutar muitas pessoas qualificadas de Pernambuco, Bahia e Ceará”, contou a gerente de Recursos Humanos da Kraft Foods.

Case Kraft Foods

Durante o comitê da Amcham-Recife, Fabiana Giliolli apresentou o case de atração e retenção de talentos da Kraft Foods. A companhia aposta nos valores de flexibilidade e diversidade para ser reconhecida pelos melhores profissionais.

“Temos trabalhado bastante a questão de flexibilidade em horários de trabalho e diversidade de culturas, valores e religião dentro da companhia. Além disso, outro ponto forte é a liberdade de escolha para a carreira de cada um. Muitos têm vontade de crescer no Estado e outros querem morar em outro país. Como somos uma multinacional, temos proporcionado oportunidade de escolha, o que atrai jovens em início de carreira”, comentou Fabiana.

Ela conta que o programa de trainees tem rendido bons resultados, com apenas um pedido de desligamento desde o início de 2001.

Fabiana aponta que a tendência é fazer o jovem, ao entrar no programa de trainee, já se sentir parte da equipe. “Acredito que cada vez mais encontraremos novos talentos, arrojados e inovadores. Para mantê-los, precisamos deixar claro que eles fazem parte do time da companhia desde o início, sem deixá-los com a sensação de que passarão por todo o programa e apenas no final poderão buscar direcionamento mais forte de carreira”, argumentou.

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