Energia eólica será a segunda principal fonte energética brasileira até 2023

publicado 08/04/2016 15h17, última modificação 08/04/2016 15h17
São Paulo – Eduardo Klepacz (Cubico Investments) afirma que capacidade instalada vai chegar a 20%
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Nos próximos anos, a energia gerada pelo vento vai se tornar uma das principais fontes de eletricidade do país, afirma Eduardo Klepacz, diretor da Cubico Sustainable Investments, no comitê de Energia da Amcham – São Paulo, realizado na sexta-feira (8/4).

“Sem dúvida nenhuma, as eólicas vão ser a segunda fonte de matriz energética e superar as térmicas. Até 2023, a capacidade instalada deve chegar a mais de 24 GW (gigawatts). A energia eólica, que atualmente representa 6% da matriz energética, vai superar os 20%”, de acordo com o investidor.

Klepacz destaca que o mercado de eólica tem grande potencial em função das condições climáticas ideais (ventos fortes o ano inteiro nas regiões produtoras), acesso a financiamentos e, sobretudo, regras estáveis. “Uma das razões porque continuamos a investir aqui é a regulação estável para renovação de concessões. As políticas públicas do setor são conhecidas e transparentes, e o governo vem trabalhando cada vez melhor não só em nível federal, mas estadual também, para adiantar as licenças ambientais.”

O potencial do mercado está atraindo investidores maiores, o que está gerando um movimento de consolidação no setor. “Se olhar os primeiros leilões (de energia eólica), havia muito player pequeno com pouco capital que conseguia viabilizar projetos. Hoje não tem mais isso, há muitos grupos grandes atuando e novos entrantes”, detalha Klepacz. Entre os novos entrantes estão investidores chineses, menciona. “Mas as empresas já instaladas terão vantagem competitiva por conhecer o mercado e ter projetos adiantados.”

Parte do movimento de consolidação vem da busca de oportunidades. Klepacz conta que há investidores com problemas para manter os planos de crescimento em função da piora do cenário econômico, o que dá oportunidade a outros players de liquidez maior. Além disso, há empresários vendendo projetos em função de problemas de liquidez ou mudança de estratégia. “Isso faz com que haja uma consolidação forte.”

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