Especialista diz que ética é base para sociedade civilizada

publicado 10/08/2015 15h43, última modificação 10/08/2015 15h43
São Paulo – Para Lia Diskin (Palas Athena), não há convívio sem confiança e respeito
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"Sem ética, não há sobrevivência empresarial ou individual.” A frase da professora e palestrante Lia Diskin, do Instituto Palas Athena, resume a sua crença de que, sem a prática de regras legítimas de respeito e convívio, não há como estabelecer a confiança necessária para qualquer tipo de relacionamento.

Lia foi a convidada de honra do comitê estratégico de Gestão de Pessoas da Amcham – São Paulo na quinta-feira (6/8), e falou sobre a importância da colaboração mútua para o convívio social. “Quando a ideia da competição e do mais forte prevalecem, não há como manter as estruturas de confiança em que a sociedade se baseia.” A saída é cultivar valores como empatia, socialização e respeito, acrescenta a palestrante.

O princípio é válido para as empresas. Não adianta elas criarem um código de conduta formal, se os princípios forem ignorados. “O código de ética da Enron tinha 253 páginas e não serviu para nada”, exemplifica. Lia citou o caso da Enron, a então maior empresa americana de energia, que teve sua falência decretada em 2001 depois que as autoridades descobriram uma série contínua de fraudes e práticas ilícitas.

Para Lia, uma sociedade mais ética começa a ser feita a partir das pessoas. “As ações individuais trazem consequências profundas para a comunidade. Um não estudante que compra uma carteira de estudante só para pagar meia-entrada está prejudicando a comunidade. Se esse tipo de prática não for detectada e corrigida dentro da família, vai ajudar a criar um sistema corrosivo.”

É através do comportamento ético que mudanças estruturais serão possíveis. “A ética permite mudar a moral. Com ela, adquiro a capacidade de interpretar se os costumes existentes são saudáveis e atendem aos requisitos para manter uma vida civilizada”, comenta.

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