Estratégia e ambiente global são tendências entre conselheiros americanos

publicado 02/03/2016 15h20, última modificação 02/03/2016 15h20
São Paulo – Evento internacional lista pontos de atenção para conselhos
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O papel do conselho na estratégia das organizações e o ambiente global são pontos que devem constar no radar de preocupações dos conselheiros em 2016, segundo a conferência anual do Audit Committee Institute, realizada em fevereiro, em São Francisco, Estados Unidos.

“Estratégia e gestão de risco obtiveram muito destaque nas discussões porque os conselhos estão negligenciando o assunto”, comenta Richard Doern, sócio da RD Senior Executives, que compartilhou tópicos da conferência no comitê estratégico de Governança Corporativa da Amcham – São Paulo, quarta-feira (02/03). “A estratégia de uma empresa, hoje, não é mais a mesma de há três anos”, completa.

Muito se discute sobre estratégia porque o próprio conceito pode ser confundido na prática, alerta Herbert Steinberg, presidente do comitê e sócio da MESA Corporate Governance. “Estratégia é definir a solução empresarial para que a empresa continue existindo e não é um planejamento operacional de médio e longo prazo”, afirma. Ele ressalta a conclusão do indiano Vijay Govindarajan, para quem “no fundo, estratégia é inovação e inovação é estratégia”.

Ao lado da estratégia, a criação de valor em momentos de incerteza foi outro ponto debatido na conferência, assinala Doern.

No cenário global, o preço do barril do petróleo, atualmente em queda, foi um dos itens considerados. Junto ao gás de xisto, o barateamento impulsionou o mercado americano de carros e ofuscou Venezuela e Rússia, nos interesses americanos em energia.

Mais importante ainda, destaca Doern, é a crise de refugiados na zona do euro. “É uma bomba relógio. O único lugar em que os EUA poderiam crescer era na Europa”, relata.

Segurança cibernética e as inovações disruptivas em TI aparecem na lista de preocupações dos conselheiros americanos, que inclui o chamado “ativismo dos investidores”. “Os fundos de investimentos querem participar cada vez mais dos conselhos”, diz.

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