Finanças é parte fundamental para planos de continuidade de negócios

publicado 21/01/2015 11h02, última modificação 21/01/2015 11h02
São Paulo – Área tem de quantificar riscos e monitorar o operacional
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Com ações que vão desde a identificação dos riscos até o acompanhamento da área operacional, a equipe de Finanças desempenha papel estratégico nos programas que visam garantir a continuidade dos negócios em meio a crises. A participação desse setor nos chamados programas ou planos de continuidade de negócios (ou ainda programas de gestão de crise ou de contingências) foi defendida por Ana Rosa, Advisory Director em Governance, Risk & Compliance da PWC, e Rosana Passos de Pádua, diretora de Finanças da CSN (Companhia Siderúrgia Nacional), durante o comitê aberto de Finanças da Amcham – São Paulo, terça-feira (20/01).

São esses profissionais que determinam qual o volume de recursos envolvidos numa situação limite, quantificando os riscos e garantindo que a operação prossiga. “As finanças quantificam os eventuais prejuízos em cada área, prevendo o impacto financeiro sob cada tipo de risco”, explica Ana Rosa. “E por isso a área também define onde investir dentro desse programa”, complementa.

Rosana afirma que o papel de Finanças num plano de continuidade de negócios passa pela gestão de caixa e liquidez, dos mitigadores dos riscos, dos processos financeiros e do risco operacional. Ela diz que, dentro desses escopos, as equipes devem fazer perguntas do tipo: “temos seguro adequado para a planta da fábrica?”; “os processos estão seguros ou tenho risco de fraudes?”; “se determinada operação parar, que impacto terei nas receitas?”; “se houver um cyber ataque, o seguro cobre o quê?”.

“Se um equipamento é crítico a ponto de sua paralisação provocar prejuízo, é melhor comprarmos um sobressalente”, ela responde.

Análise e ação

As executivas indicam sistematizar a identificação e a avaliação de riscos. Um roteiro deve começar por entrevistas com conselheiros, diretores, gerentes administrativos e operacionais, indica Rosana.

“Em seguida, devem-se agrupar os itens identificados em classes de riscos por processos e atribuir-lhes avaliação de impacto e probabilidade de ocorrência. Então, geram-se uma matriz e seus planos de ação (ou contingência)”, explica a diretora.

Elas enfatizam que os eventos de uma crise impactam a estrutura, os recursos, a operação e a reputação das organizações. Há casos em que o dano é irreversível.

“As crises estão cada vez mais frequentes e intensas, mas muitas empresas que já deveriam estar preparadas, ainda não estão”, declara Ana.

Ela lembra que é desaconselhável se basear em informações históricas para responder a novas crises, com perigo de ser simplista. “Uma resposta mal estruturada pode potencializar os impactos”, ressalta.

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