Fluxo de caixa: entenda como otimizar a gestão da sua empresa

publicado 29/04/2021 11h11, última modificação 29/04/2021 11h11
Apesar de simples, o fluxo de caixa é um instrumento poderoso capaz de reduzir custos e aumentar a rentabilidade do negócio
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Não só no Brasil, a questão que ecoa na cabeça de executivos ao redor do mundo é: o que fazer para não ser pego de surpresa? Se em circunstâncias de relativa normalidade já é difícil manter a sustentabilidade financeira do negócio, com o contexto atual o cenário se torna ainda mais desafiador e exige a adoção de novas ferramentas para avaliar de forma clara as tomadas de decisão.  

Em períodos de crise, uma das principais ferramentas que permite verificar se os recursos disponíveis são suficientes para manter as atividades do negócio em funcionamento é o fluxo de caixa. Apesar de simples, o fluxo de caixa é um instrumento poderoso para tornar a gestão financeira das empresas mais eficiente e, em alguns casos, reduzir custos e aumentar a rentabilidade. 

Um fluxo de caixa bem elaborado, no entanto, exige que o líder perpetue uma cultura de planejamento em toda a companhia. “É muito importante que a empresa tenha a cultura de cuidar do caixa. Grandes empresas têm gestores focados exclusivamente em vendas e resultados, mas é importante não deixar a cultura do caixa desaparecer e mantê-la nas mãos de quem vai tomar decisões”, afirma Rogério Martello, CFO da Schneider Eletric Brasil. 

 

O CAIXA É REI  

Muito embora as ações tomadas em períodos de crise sejam emergenciais, não se pode esquecer de ter visibilidade do fluxo de caixa no longo prazo e preparar a companhia para os cenários o que ainda estão por vir. “Receita é ego, lucro é sonho. O caixa de uma empresa é que vai delinear sua capacidade de crescimento, e sua falta é um ataque cardíaco, que mata da noite para o dia”, diz Guilherme Carrara, CFO da Itambé.

De acordo com ele, além de ser sistemático, verificar, analisar e registrar todo e qualquer movimento da organização, o financeiro precisa ter em mente que, na maioria das vezes, será preciso pagar um preço maior para ter um caixa que seja capaz de sobreviver por anos do que fazer algo pequeno que trará um aperto no futuro próximo. 

 

FERRAMENTA NÃO FAZ MILAGRE 

Apesar de também elaborado manualmente, um programa de gestão de tesouraria pode tornar o processo mais organizado e ágil, especialmente na hora de tomar decisões e realizar projeções de fluxo. Mas, cuidado: ferramenta não faz milagre. “A tecnologia coloca os dados sob controle, mas se a empresa não estiver trabalhando em prol da geração e proteção do caixa, não será possível trabalhar de uma forma consistente", alerta Martello.

 

NO DIA A DIA 

“Projeções de fluxo de caixa podem ser realizadas em base mensal, trimestral ou anual, mas cada negócio é um negócio. Na Itambé, normalmente fazemos uma projeção de longo prazo de duas a três por ano e ao longo dos meses fazemos revisões de curto prazo”, conta Carrara. Independentemente da política, diz o CFO, é crucial ter um bom relacionamento bancário para mitigar riscos. Dessa forma, mesmo em um período de incerteza, a empresa terá liquidez e possibilidade de captar recursos caso aconteça algo fora de seu controle.