Focar no desenvolvimento humano é o futuro da inovação

publicado 25/11/2013 09h51, última modificação 25/11/2013 09h51
São Paulo – Para inovar, profissionais devem olhar para problemas dos clientes, afirmam consultores
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Menos foco no processo e mais nas pessoas. Essa é a tendência entre os que perseguem a inovação, diz Edgard Charles Stuber, diretor da consultoria IntoActions, que abordou possibilidades de se inovar em vendas, no comitê estratégico de Diretores Comerciais da Amcham – São Paulo, quarta-feira (13/10).

“Hoje, estamos mais preocupados em desenvolver inovadores do que em instalar a inovação, efetivamente. O futuro é trabalhar os modelos mentais das pessoas”, afirma.

Stuber participou da reunião com Reinhold Steinbeck, diretor da IntoActions em São Francisco, nos Estados Unidos, que relatou sua experiência em companhias californianas e na Universidade Stanford, onde é professor. “Empresas, especialmente no Vale do Silício, onde inovação é algo muito importante, entendem que, para inovar, é necessário focar no humano”, complementa Steinbeck.

Eles discutiram metodologias de aplicação global, como design thinking, e a relevância de entender a necessidade do cliente para buscar a inovação, na área de vendas. Somente a partir dessa compreensão, dizem, consegue-se resolver problemas e inovar.

De acordo com Stuber, a maioria das empresas se preocupa mais com a eficiência, custos e qualidade, o que mantém o olhar voltado aos processos internos. A proposta, diz, é que as companhias se voltem para a parte externa de sua cadeia, para que alcancem visão diferenciada.

Ele ressalta que há estudos comprovando que a inovação agrega mais valor quando está “fora” da empresa, em sua cadeia de valor, principalmente envolvendo o cliente. “Nós criamos os problemas que temos hoje, nas empresas, e vamos ter de resolvê-los. Só o ser humano vai conseguir fazer isso, entendo onde essas questões ocorrem”, explica.

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