Foco e planejamento são as principais ferramentas de uma boa gestão de tempo

publicado 31/01/2014 11h15, última modificação 31/01/2014 11h15
Recife - "Gestão de Tempo: como ser mais produtivo?" foi o tema de Fórum promovido pela Amcham na última terça (28/01)
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Normalmente, quando o profissional deixa de realizar uma tarefa, é por falta de foco, não de tempo. Alertou Jairo Martiniano, coach pela SLAC (Sociedade Latino Americana de Coach) e professor universitário, com respaldo da diretora da divisão Norte-Nordeste da Kimberly-Clark, Carolina Kourroski. “Os principais ladrões de tempo no meio organizacional são as pessoas sem qualificação, centralização de atividades, falta de organização pessoal ou corporativa e falta de foco ou disciplina”, esclareceu Martiniano.

Reunidos no Fórum de Qualificação Empresarial da Amcham-Recife, na terça-feira (28/01), os palestrantes abordaram o tema Gestão de Tempo: como ser mais produtivo? “Para se manter organizado é preciso, primeiramente, fazer um planejamento diário como uma lista ou agenda de atividades”, explicou o coach. “É um exercício constante, uma mudança de cultura. Avaliações frequentes do que se faz com o tempo disponível pode ajudar na criação do hábito”.

Grid de prioridades - com níveis de urgência e importância -, assim como listar prioridades, manter as finanças sob controle, reuniões objetivas e treinar as equipes de trabalho, são ferramentas e atividades economizadoras de tempo corporativo. “O profissional deve estar atento também às categorias de tempo organizacional: o tempo imposto pelo chefe, o imposto pelo sistema e o autoimposto. É importante segui-los e identificá-los”.

Assim como Martiniano, Carolina Kourroski é adepta da lista de atividades. “Além da elaboração da agenda, para se tornar mais produtivo é necessário reservar 20% do tempo para imprevistos e compartimentar o horário em 1h ou 1h30”, afirmou a diretora, após mostrar um estudo no qual o resultado apresenta que os norte-americanos são cinco vezes mais produtivos que os brasileiros. “Infelizmente, o Brasil tem um investimento desigual em educação, infraestrutura e tecnologia, o que nos deixa em desvantagem”.

“A política da empresa deve ser deixar bem claro para os contribuintes suas atividades e atribuições, além do resultado esperado. Como líder, no ambiente corporativo, é importante demonstrar sua produtividade e disseminar as técnicas de gestão de horários. Com o tempo, torna-se natural”, finalizou Kourroski.

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