Fugir da estagnação exige que empresas se reinventem, reavaliando estratégias e processos

por giovanna publicado 18/11/2010 12h49, última modificação 18/11/2010 12h49
São Paulo – Trabalho envolve identificar gaps, realizar diagnósticos periódicos e revisar cultura organizacional.

Para alcançar maiores resultados, as companhias precisam se reinventar continuamente, identificando gaps e atitudes que possam levá-las a estagnação ou à perda de competitividade. Esse trabalho exige a realização de diagnósticos periódicos e a revisão de cultura organizacional, promovendo mudanças que ressaltem valores e potenciais, aconselha Thomaz Brandolin, gestor da Avanti Consultores, que desenvolve programas de desenvolvimento e treinamento vivencial ao ar livre para executivos.
 
“Como indivíduos ou profissionais, precisamos buscar a superação e o desenvolvimento, sempre. Somos capazes de coisas que nem imaginamos e muito mais do achamos ou estamos fazendo agora. Esse posicionamento também se enquadra no mundo corporativo, pois temos a tendência de nos acomodar, o que pode prejudicar os negócios”, explicou Brandolin, que é também autor dos livros “Sozinho no Pólo Norte” (1997) e “Everest: Viagem à Montanha Abençoada” (1993) e co-autor de “Prazeres e Riscos” (2001), todos da Editora L&PM, e falou ao comitê de Secretariado Executivo da Amcham-São Paulo nesta quarta-feira (17/11).

O consultor ressaltou a importância de trilhar rumos para o crescimento pessoal e corporativo através do exercício do autoconhecimento e da avaliação constante das estratégias e metas das companhias. No processo de ascensão, ele indicou quatro pilares essenciais aos quais recomenda total atenção:

• Planejamento estratégico: é necessário estabelecer um plano estruturado, com objetivos tangíveis, claros, que sejam conhecidos e acordados por todos da organização para que haja comprometimento ao encarar os desafios e riscos que envolvem a implementação de mudanças. 
• Equipe: deve-se investir fortemente na formação de equipes integradas, motivadas, confiantes, por meio de treinamentos e qualificação técnica, e de incentivos para que funcionários se relacionem e compartilhem metas e vitórias, como verdadeiros times.
• Liderança: a contemporaneidade exige das organizações líderes capazes de administrar metas e estratégias, respeitando e inspirando colaboradores, de forma a estimulá-los para que alcancem seu potencial. Os líderes modernos precisam estar sempre abertos às críticas e contribuições, e servir de referencial aos demais do grupo.
• Quebra de paradigmas: há necessidade de os empreendimentos serem mais flexíveis às mudanças para que, em algumas situações, possam quebrar modelos vigentes e inovar. Isso demanda rever e questionar estratégias e processos a fim de saber se atendem aos planos de longo prazo ou mesmo se é viável modificá-los, mesmo quando caminham positivamente, para alcançar resultados ainda maiores.
 
“Muitas vezes, mexer em time que está ganhando causa certo receio, mas precisamos ter em vista a velocidade das mudanças do mercado. É possível fazer diferente mesmo aquilo que está  dando certo. Significa encontrar novos modelos na busca por melhores resultados”, enfatizou Brandolin.

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