Gerenciar empreendedorismo interno e inovação requer modelo de sistematização

por andre_inohara — publicado 31/10/2012 08h27, última modificação 31/10/2012 08h27
Recife – Deve-se contemplar tempo exclusivo para reflexão da equipe sobre inovação.
foto_ricardo_de_almeida_195.jpg

Possuir um modelo para gerenciar o empreendedorismo interno é essencial para desenvolver inovação nos negócios. Essa estruturação otimiza o processo e potencializa o espírito empreendedor da equipe, avalia Ricardo de Almeida, sócio da TGI Consultoria.

“Um modelo estruturado estimula que a inovação aconteça de uma maneira mais sistemática. Não se pode esperar que o dia a dia dê folga para pensar em inovação porque a rotina geralmente não deixa espaço para isso acontecer”, afirmou Almeida durante o comitê de Empreendedorismo da Amcham-Recife nesta terça-feira (30/10).

De acordo com o Almeida, a gestão do empreendedorismo deve contemplar dedicação de tempo da equipe exclusivamente para reflexão sobre inovação, atentando para o registro das discussões.

“A primeira etapa do modelo é a construção de uma plataforma para o empreendedorismo”, indica Almeida. Isso significa mostrar com clareza para a equipe o modelo de negócios da companhia, as necessidades de seus clientes, o mercado em que está inserida e os produtos e serviços oferecidos.

Grupos de trabalho

A criação de grupos de trabalho vem em seguida. Os participantes utilizarão as informações da plataforma para pensar sobre o posicionamento da companhia no mercado, entender os ativos estratégicos da empresa e as necessidades do cliente.

“Por fim, os grupos devem analisar os fatos portadores de futuro, ou seja, mudanças externas que possam influenciar os rumos dos negócios. Um exemplo desses fatos são as novas tecnologias, que geralmente exigem adaptação das empresas”, comenta Almeida.

O consultor recomenda que os grupos sejam compostos por pessoas de diferentes níveis hierárquicos, formações acadêmicas e gêneros. Além disso, para facilitar as discussões do grupo, a companhia deve disponibilizar ferramentas de comunicação e cocriação.

Síntese e escolha

Almeida indica que, após os debates dos grupos, haja reflexão sobre as ideias para selecionar quais delas receberão investimento da companhia. Integrar todas as sugestões de forma sistematizada, formar um banco de projetos e promover eventos premiando boas ideias são ações que devem ser executadas nesta etapa.

Segundo o consultor, também é neste momento que será analisada a viabilidade das inovações sugeridas. “A avaliação do potencial de cada uma das ideias, as incertezas que o novo projeto pode trazer e o tempo para implantação devem ser considerados”, completa.

“Por fim, todo esse processo precisa ser gerenciado por métricas de desempenho, monitoramento das atividades e metas de inovação”, afirma Almeida. Ele ressalta ainda que o modelo só é aplicável se receber apoio das lideranças da corporação. 

registrado em: