Gestão da diversidade muda jeito de fazer negócios na Microsoft, Monsanto, MCM e Manserv

publicado 22/08/2016 08h30, última modificação 22/08/2016 08h30
São Paulo – Conscientização e aumento de produtividade foram alguns dos resultados
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Para consolidar políticas de diversidade, Microsoft, Monsanto, MCM Brand Experience e Manserv contam que foi necessário criar cultura de inclusão, adequar processos, comunicar constantemente as novas políticas e, principalmente, mostrar resultados. “Diversidade e inclusão é um foco estratégico para nós, por isso tivemos que transformar a nossa cultura”, disse Lisiane Lemos, executiva de contas da Microsoft, no comitê de Diversidade da Amcham – São Paulo na segunda-feira (22/8). Também participaram Aline Cintra, líder de RH da Monsanto para a América Latina, Mônica Schimenes, CEO da MCM Brand Experience, e Leonardo Abílio, diretor regional da Manserv Facilities.

A Microsoft decidiu adotar formalmente a diversidade há um ano, quando criou uma nova mentalidade de negócios que levasse em conta a inclusão e o respeito às minorias. O passo seguinte foi estimular a diversidade nas equipes de trabalho profissionais, conta Lisiane. “Os programas foram pensados em envolver pessoas de diferentes matizes.”

Para isso, a empresa estendeu os critérios de recrutamento, de modo a abranger o maior número possível de candidatos. “Deixamos de procurar em algumas poucas universidades, em um perfil social e em uma só raça”, comenta a executiva. O foco em clientes diferenciados também faz parte da política. “Um de nossos pilares é desenvolver produtos mais inclusivos. Entre outras coisas, estamos falando de diversidade de território, porque o mercado não é só Rio e São Paulo”, detalha Lisiane.

Alguns resultados já começaram a aparecer, segundo a executiva. Em dois hackatons (maratona de programação entre hackers) organizados pela empresa, foram produzidos um app sobre o mapa da violência contra mulheres, e outro sobre combate à homofobia. “Lançamos esse app na Parada da Diversidade, que participamos pela primeira vez esse ano”, observa. Outra meta de diversidade da Microsoft está quase sendo alcançada. “Até o final do ano, esperamos ter 30% de executivas mulheres. Hoje, somos 28%.”

Na Monsanto, uma das facetas da diversidade é trabalhar com fornecedores compostos por minorias. Para isso, foi preciso mudar políticas de compra para que eles tivessem mais chance de se tornar parceiros da empresa. “Além de novos processos, tivemos que treinar os compradores sobre a importância da diversidade na cadeia. Porque não é só dizer que tem que fazer, é preciso colocar isso como meta”, conta Aline.

Para a MCM Brand Experience, que organiza eventos corporativos, o mérito da diversidade é abrir oportunidades para que mais profissionais mostrem seu talento. “O que a diversidade diz é: deem a esses profissionais a chance de trabalhar no mundo corporativo também”, assinala Mônica.

A prestadora de serviços de manutenção Manserv trabalha com pessoas com deficiência (PcD) desde o ano passado, segundo Abílio. Eles começaram em um dos clientes fazendo a parte administrativa, e os bons resultados estimularam a empresa a inserir essas pessoas em atividades técnicas. “Saímos de sete no final de 2015, e hoje temos 120 pessoas nessa situação em mais de 40 clientes.”

A produtividade desses profissionais é alta, de acordo com Abílio. “O comprometimento das PcD é alto e contagia os demais. Eles têm uma doação fantástica ao trabalho.” O bom desempenho desses profissionais eliminou resistências dos clientes, que começam a aceitar os PcD nas equipes. “Nossa meta é ter pelo menos uma PcD em cada um de nossos projetos.”

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