Gestão de comportamento é tarefa conjunta de líderes e RH

por giovanna publicado 24/02/2011 15h55, última modificação 24/02/2011 15h55
Porto Alegre – Aspectos subjetivos e objetivos precisam ser considerados, explica consultora.
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Lidar com valores e impactos emocionais nas empresas não é um assunto que cabe apenas à área de Recursos Humanos. Essa gestão de comportamento, que considera aspectos objetivos e subjetivos, é função também de todos os líderes de equipes – que, por sua vez, devem ser apoiados pelo RH.

“É um risco atribuir a responsabilidade de gerir comportamentos como um papel apenas do RH. O ideal é que os gestores das equipes, que convivem em uma relação de interdependência pessoal, na qual cada um é corresponsável pelo sucesso ou fracasso do grupo, pensem: ‘como podemos fazer juntos?’”, orientou Paula Martyl de Borba, da Mancia Consultoria, durante o comitê de Gestão de Pessoas da Amcham-Porto Alegre nesta quinta-feira (24/02).

O departamento de Recursos Humanos, para que esse modelo funcione bem, tem a tarefa de desenvolver os líderes, capacitando-os para lidar com estratégias de gestão do comportamento, sobretudo no atual momento, de transição de gerações.

“A maioria dos gestores de equipes hoje possui de 50 a 60 anos e logo abandonará as empresas, sem ter preparado um backup de indivíduos realmente capazes para assumir a liderança nas organizações”, explicou Paula.

Estratégias

Entre as principais estratégias que podem ser usadas para gestão de comportamento, destacam-se, do ponto de vista objetivo: fazer uma boa seleção, ter um programa eficiente de retenção de pessoas, dispor de uma política de recompensa e remuneração atrativa, e adotar um plano estruturado de desenvolvimento, treinamento e trabalho em equipe.

Sob o ângulo subjetivo, é importante incentivar autoconhecimento, avaliação e feedback, boa comunicação, estímulo a criatividade e inovação, e ainda percepção de erros (quanto há de espaço para equívocos na companhia).

Competitividade

A falta de mão de obra qualificada é um dos principais gaps que comprometem a maior competitividade do Brasil. Paula Martyl de Borba, em linha com o que defende a Amcham, acredita que parte da solução está na formação técnica.

“Entendo que o curso técnico é uma oportunidade de desenvolvimento mais viável agora, além de uma chance para as pessoas se aproximarem da capacitação. Dependerá da qualidade desses cursos que os profissionais se capacitem mais”, disse a consultora.

 

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