Gestor deve ser preparado para lidar com emocional da equipe

publicado 22/08/2013 15h48, última modificação 22/08/2013 15h48
São Paulo – Comportamento mal compreendido pode derrubar resultados, alerta especialista
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Gestores com sólida formação acadêmica e reconhecidamente bem intencionados podem cair frente a desafios emocionais e, em consequência, verem os resultados almejados comprometidos. O problema é que a maioria desses profissionais não é preparada para lidar com os fatores emocionais que permeiam seus liderados.

“Isso reflete falta de repertório emocional e profissional. Na academia, há cursos que têm psicologia organizacional nos currículos, mas o conteúdo é insuficiente para o dia a dia”, afirma Izabela Mioto, diretora da consultoria Arquitetura RH, palestrante convidada do comitê estratégico de Diretores de Vendas da Amcham – São Paulo, quarta-feira (21/08).

“O problema é que os gestores são tão pressionados por resultados que lidar com as emoções das pessoas acaba sendo profundamente desafiador”, completa.

Treinamento

Izabela diz que as grandes organizações vêm suprindo essa demanda, porque já é constatado que a inabilidade emocional impacta os resultados de forma preponderante. O trabalho ideal é começar o treinamento pela liderança, já que essas dependem de pessoas para realizar as tarefas.

“As empresas tem de se preocupar primeiro formar seus gestores. Não adianta dar formação à equipe e ela não enxergar coerência por parte de sua gestão, pois fica um discurso incompatível, gera incoerência e foge da credibilidade”, destaca a consultora.

Os profissionais devem, basicamente, saber lidar com a inteligência emocional intrapessoal e a interpessoal. Enquanto a primeira concentra-se na capacidade de entender e atuar sobre as próprias emoções, a segunda traz a habilidade de lidar com os demais.

Ações

A falta desses recursos gera situações como a em que a vitimização assume o papel da responsabilização, diz Izabela. Na prática, o funcionário arruma justificativas para permanecer na zona de conforto, sem enfrentar processos de mudança e evolução.

“O ideal é como os gestores podem identificar essas práticas e estabelecerem outros processos, em que as pessoas sejam responsáveis pelos atos. Na função de gestor, o profissional pode tanto colocá-las nesse papel [de vitimização] quanto podem tirá-las e mostrá-las outro modo de agir”, esclarece.

Não há como a organização buscar alta performance se suas equipes não funcionarem de forma equilibrada, afirma. “A expressão de ordem é alinhamento de valores. Todos devem alinhar o resultado almejado e como chegar até ele”, define.

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