GM e Magazine Luiza explicam como enfrentam os desafios da gestão de estoques

publicado 18/08/2014 08h46, última modificação 18/08/2014 08h46
São Paulo – Infraestrutura de transportes e multicanalidade são fatores determinantes
estoque-foto01.jpg-7099.html

As diferentes necessidades de gestão de estoques em uma montadora automobilística e em um grande varejista foram abordadas no comitê de Logística da Amcham – São Paulo, na terça-feira (5/8). O encontro faz parte do Ciclo de Eficiência na Cadeia Logística da entidade.

Especialistas de logística da General Motors (GM) e Magazine Luiza, além da consultoria de alta gestão Strategy&, dividiram com os presentes os desafios de administrar o relacionamento com fornecedores e entregar produtos com presteza e  pontualidade.

General Motors

No setor automobilístico, por exemplo, entregar veículos às revendas no menor espaço possível de tempo depende das condições de trânsito nas estradas. Para Frederico Roldan, diretor de Supply Chain da General Motors do Brasil, a indústria automobilística sofre com a falta de opções de transportes modais para a distribuição dos veículos.

“Ainda não conseguimos encontrar soluções de multimodais. Os portos estão sempre congestionados e somos muito dependentes do transporte rodoviário”, comenta Roldan. A restrição logística acaba tendo que ser contornada com planejamento minucioso e gestão de risco, de acordo com o executivo.

A GM define os níveis de estoques de acordo com a venda de cada produto, ao invés de manter uma política geral. “O Camaro, por exemplo, tem uma demanda estável. É um veículo de nicho que tem grau maior de previsibilidade de vendas, o que não acontece com outros modelos”, argumenta.

Em paralelo, a GM gerencia constantemente seus fornecedores mais críticos, para que todo a matéria-prima necessária não chegue atrasada à linha de produção. Roldan conta o caso de um deles, que se localizava na cidade japonesa de Fukushima.

O acidente nuclear causado pelo tsunami de 2011 interrompeu o fornecimento de um circuito eletrônico específico, que fornecedores da GM de várias partes do mundo compravam desse fabricante. “Graças ao monitoramento, pudemos reagir a tempo e encontrar alternativas”, conta Roldan.

Magazine Luiza

No varejo, abastecer as lojas com o sortimento adequado de produtos é o principal desafio de logística das grandes redes. “Isso é muito importante, porque a concorrência está a poucos passos da gente, e o consumidor pode muito bem se servir por lá”, afirma Ricardo Ruiz Rodrigues, diretor de logística e serviços do Magazine Luiza.

A concorrência a que Rodrigues se refere não vem apenas de outras lojas físicas, mas também da internet. “Se o seu prazo de entrega for muito longo, basta o consumidor dar alguns passos ou clicar botões para encontrar opções melhores em preço e prazo.”

Para Rodrigues, diversificar os canais de atendimento, tanto no meio físico como no virtual, é parte da solução. Em linhas gerais, a empresa tem que ter uma logística preparada para vender um produto na loja ou internet a preços iguais, tornando a experiência de venda satisfatória para o cliente.

Strategy&

O consultor Luiz Vieira, vice-presidente e líder da prática de operações e infraestrutura da Strategy&, disse que monitorar constantemente o nível e obsolescência de estoques é uma forma de otimizar custos.

registrado em: