Goiás será o segundo mercado consumidor brasileiro até 2020, indica empresário

publicado 27/08/2013 10h38, última modificação 27/08/2013 10h38
Goiânia – Região entre Brasília e Goiânia receberá aeroporto, ferrovia e porto seco

A economia de Goiás cresce acima da média nacional e atrai cada vez mais pessoas, o que abre grandes perspectivas de negócios. “O eixo Goiânia (capital do Estado)-Brasília deve se tornar o segundo maior pólo consumidor do Brasil até 2020. As expectativas são boas”, disse Rogério Queiroz Silveira, sócio da construtora Queiroz Silveira.

O empresário participou do comitê de Negócios Imobiliários da Amcham-Goiânia em 6/8, e disse que as obras de melhoria na região, como a construção de um aeroporto de cargas no polo industrial de Anápolis (a 50 km de Goiânia), um porto seco e a passagem da ferrovia Norte-Sul, vão atrair não só moradores, mas também investidores.

“Quanto tudo estiver pronto, a região será um grande pólo industrial. Já temos várias indústrias instaladas, como a farmacêutica e a automotiva, e há espaço para mais”, comenta. O crescimento residencial também acompanha o ritmo. “A Grande Goiânia possui três milhões de habitantes, e a cada ano recebe cerca de 40 mil habitantes a mais”, acrescenta.

Apesar dos investimentos anunciados, é preciso mais. “Se o governo continuar investindo em infraestrutura, vamos crescer mais. Aqui ainda temos problemas de abastecimento de água e energia nos empreendimentos. Isso não poderia estar acontecendo”, lamenta o empresário.

Perspectivas para a Queiroz Silveira

Na região, a construtora de Silveira atua nos ramos residencial, comercial e incorporação de prédios. “Muitas construtoras de fora estão indo embora, sobraram poucas em Goiânia. Nosso mercado é complexo e necessita de decisões rápidas. Nas grandes incorporadoras de fora, o processo decisório era lento e fez com que elas perdessem oportunidades aqui”, argumenta Silveira.

Silveira diz que, para ter sucesso nessa área, é preciso ter qualidade e pontualidade. “Em vez de abraçarmos o mundo, priorizamos esses dois fatores. O resultado é que continuamos crescendo no mesmo ritmo desde 2008. Sabemos que não vamos manter a lucratividade o tempo todo, mas o mercado está diminuindo o volume de compras e não fomos afetados”, disse o empresário.

 

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