Governança em empresas familiares será um dos focos do IBGC em 2015

publicado 07/11/2014 15h15, última modificação 07/11/2014 15h15
São Paulo – Prioridades da entidade foram discutidas no comitê estratégico de Governança Corporativa
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Governança corporativa nas empresas familiares e nas sociedades de economia mista estará entre os temas prioritários do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) em 2015, segundo Sandra Guerra, presidente do conselho de administração da entidade. Ela comentou a pauta do instituto durante o comitê estratégico de Governança Corporativo da Amcham – São Paulo, quarta-feira (05/11).

Também estarão no foco do IBGC a governança pública; lei anticorrupção; transparência e proteção de contas; a efetividade do conselho de administração; processos e controles apropriados e proteção dos direitos dos acionistas minoritários. Os assuntos serão trabalhados junto a empresas e a formadores de opinião.

“São tópicos que vêm como elementos de grande discussão em governança. Nós os observamos nas discussões e eventos ao longo do ano, assim como as tendências mundiais”, comenta Sandra.

Aspectos práticos

No caso das empresas de economia mista, a discussão vai ser norteada pela melhoria da governança, com o entendimento dos administradores de suas responsabilidades para com todas as partes interessadas, a necessidade de independência da administração e da atuação do conselho. “Entendemos que há espaço muito grande para essa melhoria,” argumenta.

A discussão sobre a lei anticorrupção vai prosseguir em 2015, advertindo sobre a importância de que empresas adotem políticas que referenciem a conduta esperada e, simultaneamente, mecanismos para assegurar a efetiva prática delas. “Deve haver não só gestão, mas governança desse assunto. O conselho de administração deve monitorar regularmente se os mecanismos funcionam adequadamente,” pontua Sandra.

E quanto à transparência, a entidade vai enfatizar o relato integrado, que apresenta todas as atividades da organização, com sua história de criação de valor, e aponta as perspectivas futuras. “A proposição é a de que as empresas repensem a estrutura de seus relatórios anuais e adotem o relato integrado. Não é a junção, mas a integração de todas as informações da companhia”, esclarece.

A conselheira do IBGC indica o modelo do International Integrated Reporting Council (IIRC) com diretrizes de como produzir o relato integrado. “É uma inovação em governança corporativa”, diz.

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