Governança ganha importância na reputação das empresas

publicado 24/09/2015 14h16, última modificação 24/09/2015 14h16
São Paulo – Reputation Institute, Votorantim Cimentos, GE Healthcare e Monsanto debatem o tema em comitê
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De 2014 para 2015, os números relativos a crises corporativas quase dobrou, no banco de dados da filial brasileira do Reputation Institute. Operações como a Lava Jato e os efeitos dos percalços da economia deixaram as empresas mais expostas ao público, diz seu diretor, Marcus Dias.

Esse movimento se refletiu na pesquisa anual de reputação que a consultoria realiza. De 100 companhias globais que operam no país, apenas 10% conseguiram aumentar seu desempenho junto à avaliação do público, e 34% caíram no conceito. A pesquisa, realizada com seis mil pessoas segmentadas em gênero, idades e classes A, B, C e D, buscou mapear os sentimentos que a população nutre pelas corporações.

“Reputação é um conjunto de sentimentos como admiração, respeito e confiança”, explica Dias. E esses sentimentos estão em baixa primeiro em função da qualidade em produtos e serviços, a mais citada entre os motivos racionais alegados pelos respondentes, mas também pela governança, o segundo maior quesito de avaliação.

“Vimos cair o peso da cidadania e aumentar o da ética e da transparência, um movimento igual ao que em 2008 aconteceu no resto do mundo”, destaca. “A expectativa é de que no próximo ano tenha mais governança nesse ranking”, conta.

Os efeitos da reputação e os esforços para construí-la foram o tema do comitê aberto de Marketing da Amcham – São Paulo na quarta-feira (23/09). Além de Dias, participaram Malu Weber, head global de Comunicação Corporativa e Gestão de Marca da Votorantim Cimentos; Daniela Antunes, diretora de Comunicação da GE Healthcare para América Latina; e Maria Cláudia Souza, diretora de Assuntos Corporativos da Monsanto. Saiba como essas empresas estão lidando com a reputação clicando aqui.

Empresas de TI e de bens de consumo lideram a pesquisa do Reputation Institute no país, com o Google em primeiro lugar, à frente em seis das sete dimensões. As líderes têm média de 65 pontos. Só 30% das companhias pesquisadas apresentaram nível de reputação forte, maior que 70 pontos, mas nenhuma alcançou a reputação excelente, com mais de 80.

Nos últimos anos, o assunto ganhou relevâncias nas altas gestões pelo diferencial competitivo que a reputação carrega consigo. “Ela influencia mercado, consumidores, ONGs, governos, investidores e outros stakeholders”, acrescenta Dias.

 

 

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