Há otimismo para este ano, dizem JBS, HP, 3M, Bradesco Seguros e Bom Sabor

publicado 23/01/2014 16h04, última modificação 23/01/2014 16h04
São Paulo – Executivos comentaram expectativas durante o Seminário de Perspectivas Comerciais para 2014
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As variáveis que provocam incerteza quanto ao ano de 2014 não desanimam os executivos da HP, 3M, JBS, Bradesco Seguros e Bom Sabor. No Seminário Perspectivas Comerciais para 2014, os convidados declararam ter expectativas otimistas para seus negócios.

“Não vejo só o ano de 2014, mas o cenário do momento, com muito otimismo”, afirma Renato Barbieri, diretor de vendas da HP. “Devemos ver mais para frente, quando vamos dizer ‘olha como aquele cenário transformou o país’,” acrescenta.

Ele esteve ao lado de André Skirmunt, diretor executivo comercial, JBS; Márcio Appel, diretor comercial do grupo Bom Sabor; Marco Antonio Gonçalves, diretor-gerente comercial da Bradesco Seguros; Waldo Macari, diretor de marketing e business & inteligência competitiva da 3M.

Os convidados participaram de painéis de discussão com Bruno Furtado, sócio líder de service line de vendas na América Latina da McKinsey & Company, que apresentou as oportunidades e os desafios do ano que, além da Copa do Mundo e das eleições, deve ser marcado por sazonalidade, mudança de hábito de consumo e crescimento médio baixo (leia mais aqui).

Impressões da HP

Barbieri diz que, a despeito do cenário não se mostrar tão favorável, 2014 tem sua peculiaridade, em relação ao setor de TI. “Além da Copa, teremos eleições. Isso tudo usa mais armazenamento, geração de dados e impressões”, explica.

Ele se preocupa com o desfalque que carnaval, Copa e eleições vão dar nos dias úteis, mas diz que eles já eram de se esperar. “Não são um fato novo”, contemporiza.

E ressalta que há significativa demanda da classe C por TI. “Há incertezas, mas não vejo queda de vendas. O desafio é buscar onde vender”, declara.

Ano de churrasco

Com a proximidade dos jogos da Copa, as previsões do diretor executivo da JBS, André Skirmunt, não são tão afetadas pelas incertezas que abrem o ano. Ele lembra que a companhia já vem de 2013 com bons resultados da campanha de fortalecimento da marca estrelada pelo ator Tony Ramos. “Nosso grande investimento foi anterior”, cita. “E acredito que o Brasil vai continuar com alto patamar de consumo de carne, até por um fator cultural”, diz.

Skirmunt explica que os jogos do mundial fomentam a compra, em função há tradição brasileira de reunir os amigos com churrasco. Mas não serão apenas os jogos nas novas arenas de futebol que vão movimentar esse mercado. “Fiz um levantamento e vi que em ano de eleição, o consumo de carne aumenta”, completa.

Em relação à economia no exterior, em fase de recuperação, o diretor comenta que a demanda externa funciona como um regulador para o mercado nacional.  “Se o dólar está alto, metade de mim fica feliz porque alavanca exportação”, avalia.

Na mesma toada seguem as projeções do grupo Bom Sabor, que abastece o segmento de food service. “Estamos ansiosos com a Copa, porque a tendência é de lotar hotéis e restaurantes. A expectativa é de ter um excelente semestre”, destaca o diretor comercial Márcio Appel.

A empresa, diz ele, fez até sache alusivo ao campeonato organizado pela Fifa. “Atualmente, são vendidos 50 mil sachês por segundo”, complementa.

Caminho seguro

Marco Antonio Gonçalves, diretor-gerente comercial da Bradesco Seguros, afirma que o mercado de seguros é beneficiado por estabilidade financeira e alto índice de emprego, o que vem ocorrendo no país, nos últimos anos. “Quanto mais estabilidade e emprego, mais planejamento o trabalhador pode fazer, mais preocupado com o futuro ele pode ficar. As pessoas só não compram seguros se não puderem pagar”, ensina.

Além da empregabilidade, ele cita que o mercado ainda tem espaço para se desenvolver, em comparação a outros países. “Esse mercado ainda é embrionário, no Brasil, dez vezes menor que o americano. Há 50 milhões de carros sem seguro, contra 15 milhões de segurados”, pontua.

Gonçalves destaca que a atividade de seguros cresce a dois dígitos por ano. Fechou 2012 com crescimento de 13% sobre o ano anterior e deve repetir o feito em 2013. “Se tem Copa do Mundo ou não, todo mundo precisa de proteção”, expõe.

Já para a 3M a Copa não trará tanta influência, a princípio. “O grande benefício da Copa para a gente já passou. Já fizemos totalmente nossa infraestrutura para aproveitar esse evento”, conta Waldo Macari, diretor de marketing e business & inteligência competitiva da 3M.

Como 70% de seu negócio no Brasil é de B2B, a 3M já fez seus investimentos anteriormente, como a inauguração da sexta e da sétima plantas produtivas e do CTC (Centro Técnico para Clientes), unidade para o desenvolvimento de novos produtos.

Macari faz ressalvas às estimativas de um crescimento econômico baixo, para o país. Ele diz que não se deve considerar apenas a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto), mas os potenciais de todos os setores da economia. Assim, é possível direcionar recursos para aqueles que vão ter mais resultados.

“A beleza do país é a diversidade. Se olharmos só o PIB, ninguém investe. Mas se olharmos o que o compõe, tudo bem”, conclui.

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