Hyundai, Visa, Sony e McDonald’s comemoram retorno de imagem e vendas após Copa

publicado 01/08/2014 09h20, última modificação 01/08/2014 09h20
São Paulo – Gol de Neymar no jogo inicial desencadeou adesão maciça ao torneio, e marcas puderam promover seus produtos
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A Copa do Mundo de Futebol no Brasil acabou há pouco mais de duas semanas, mas algumas das empresas que patrocinaram o evento revelaram já ter contabilizado retorno de imagem e faturamento. No comitê de Marketing da Amcham – São Paulo da quinta-feira (31/7), Hyundai, Visa, Sony e McDonald’s apresentaram os resultados das campanhas e ações de marketing motivadas pela Copa.

Os resultados do McDonald’s

Diante da incerteza em relação à ocorrência de manifestações pré-Copa, a estratégia da rede de fast-food McDonald’s para aumentar a visibilidade de marca e vendas foi enfatizar o treinamento dos voluntários da Copa.

“Como o McDonald’s recebe milhões de pessoas diariamente, optamos por falar do trabalho de anfitrião da marca”, disse Eduardo Simon, vice-presidente de atendimento da agência de publicidade Taterka – responsável pela conta do McDonald’s. “Independente do sucesso da Copa, decidimos trabalhar em uma coisa positiva, que é a hospitalidade do povo brasileiro. Ele recebe muito bem os estrangeiros”.

Outra ação do McDonald’s foi a de escolher crianças para entrar em campo de mãos dadas com os jogadores. Com campanhas na mídia e redes sociais para encontrar candidatos, somadas às ações propriamente ditas de marketing, a visibilidade da marca aumentou. Além disso, o lançamento de sanduíches temáticos de alguns países contribuiu para aumentar o faturamento. O campeão de vendas foi o McArgentina, revela Simon.

Hyundai

O setor automobilístico passa por um momento de vendas decrescentes como um todo. Mas graças às ações de marketing durante a Copa, a montadora coreana Hyundai conseguiu até mesmo impulsionar as vendas de seu modelo HB20.

Cássio Pagliarini, diretor de marketing da Hyundiai, conta que a montadora transportou autoridades e funcionários da Fifa nos modelos da marca, e também montou equipes de assistência técnica nas sedes, para que não houvesse nenhum imprevisto.

Além disso, campanhas publicitárias e de relacionamento fizeram com que a Hyundai registrasse 15 mil testes de direção do carro HB20 em 60 dias (maio e junho), culminando na venda de 8 mil modelos no período. “Somos uma empresa nova, e nosso foco é a aproximação com o povo brasileiro. Queríamos aproveitar a Copa para reforçar nossa imagem e conseguimos”, afirma o executivo.

Visa

Para capturar o maior número possível de transações financeiras, a operadora de cartões Visa lançou cartões pré-pagos temáticos e montou quiosques nos estádios com máquinas de pagamentos. “Os cartões eram guardados como souvenir”, lembra Mariana Nadruz, diretora de marketing da Visa.

Além de campanhas publicitárias, a Visa sorteou clientes para visitar os estádios antes dos jogos ou no intervalo das partidas. Mariana disse que a Visa registrou US$ 380 milhões em transações internacionais, um volume mais que dobrado (143%) em relação ao mesmo período de 2013.

Sony

Instalando telões em aeroportos e fan fests, a Sony aumentou a visibilidade de seus produtos, o que se traduziu em mais retorno de mídia. A Sony também promoveu visitas de clientes aos estádios e vestiários, o que também ajudou a consolidar a marca.

 “Se não comunicarmos os atributos de nossos produtos, como o público vai saber que somos patrocinadores?”, indaga Marcelo Gonçalves, coordenador de marketing da Sony.

Cautela inicial

A moderadora do debate foi Daniela Khauaja, coordenadora acadêmica de Pós-Graduação em Marketing da ESPM. Ela abriu o evento dizendo que as empresas restringiram algumas ações de marketing no início do ano, com medo da ocorrência de novas manifestações populares durante a Copa. Até a população estava cautelosa, comenta Daniela. “Faltando um mês para a Copa, quase não se via ruas enfeitadas ou clima de festa.”

Com a ausência de mobilizações populares na véspera da Copa, as empresas puderam dar continuidade ao planejamento previsto para a etapa final do evento. Os resultados esperados vieram logo na primeira metade do evento, de acordo com Mário Ruggiero, diretor de novos negócios da Nielsen.

De acordo com o executivo, o momento em que a população aderiu ao evento foi na partida de abertura, quando o Brasil venceu a Croácia por 3 a 1. “O momento simbólico de engajamento aconteceu quando (o atacante) Neymar empatou o jogo [em que o Brasil perdia por 1 a 0]. Todos tiraram as bandeiras da gaveta e abraçaram o evento”, disse Ruggiero.

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