Impressoras 3D abrem novas frentes para pequenas e grandes empresas

publicado 29/07/2014 15h33, última modificação 29/07/2014 15h33
São Paulo – Tecnologia pode ser associada à produção individual ou em massa, para reduzir custos de processos
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As impressoras 3D já são uma realidade no mercado e ampliaram as possibilidades de negócios para pequenos e grandes empreendimentos. Com diferentes tecnologias, elas abriram novas frentes na produção individualizada de produtos ou na otimização de processos de uma fabricação em massa. “É impossível enumerar todas as áreas em que o 3D pode entrar. Qualquer área pode ser beneficiada, a tecnologia está perto de todos”, afirma Tiago Capatto, fundador do portal Impressão 3D Printer.

Ele participou do comitê aberto de TIC - Tecnologia da Informação e da Comunicação) da Amcham – São Paulo na sexta-feira 26/07 (confira aqui a apresentação completa). O comitê também recebeu Jorge Silva, criador e coordenador da Divisão de Tecnologias Tridimensionais do CTI - Centro de Tecnologia da informação (confira aqui a apresentação completa).  Renato Archer, e os empresários Rodrigo Krug, da Cliever Tecnologia (confira aqui a apresentação completa), e Rodrigo Rodrigues, das Metamáquina, fabricantes brasileiras de impressoras 3D (confira aqui a apresentação completa).

Capatto diz que a 3D está promovendo transformação em diferentes escalas de produção. “As grandes empresas estão utilizando a impressão 3D para testar protótipos. Há montadoras que levavam 20 dias para corrigir uma peça e o tempo foi reduzido ao máximo, com essa tecnologia”, comenta.

O setor de educação, cita o editor, também tem se beneficiado ao produzir objetos específicos para aulas. Outra área de grande impacto com produção individual é a de implantes cirúrgicos. “As peças são feitas sob medida, com o material mais adequado para cada área. Isso reduz complicações e otimiza o implante”, ressalta.

“Para a produção em massa ou artesanal, o 3D está no meio, trazendo otimização de custos”, diz Joge Silva, coordenador do CTI Renato Archer, que estuda a aplicação do 3D em várias áreas, desde o uso em universidades e empresas a hospitais. “Mesmo os cirurgiões ainda conhecem pouco da aplicabilidade do 3D”, destaca.

Na indústria aeroespacial, por exemplo, a tecnologia tem sido muito estudada para reduzir peso de aeronaves. A queda o uso de combustíveis é uma das consequências possíveis.

O 3D também vai impactar a logística, avalia o pesquisador. “Haverá redução de estoque das companhias, já que o produto poderá ser impresso a qualquer tempo”, explica. “A UPS (United Parcel Service) já criou um centro de impressão em 3D porque viu que isso é uma quebra de paradigmas e pode afetar seus negócios”, acrescenta.

Nacionais

Startups como a gaúcha Cliever Tecnologia e a paulistana Metamáquina já estão abastecendo o mercado com impressoras 3D de baixo custo, em comparação às importadas, com preço médio de R$ 4.500.

“A queda de patente de modelos mais comuns, como a FDM (que imprime camada por camada), permitiu o boom do setor. A cada queda de patente, há muita inovação em cima do tipo de tecnologia”, diz Rodrigo Rodrigues.

Ambas as empresas abriram suas operações para o público durante a Campus Party de 2012. Rodrigo Krug, da Cliever, comenta que, no início, planejou voltar-se para pequenas e médias empresas. “Mas várias empresas de grande porte vieram atrás. A gente viu que eles precisavam da 3D para testar protótipos, antes de fazer o produto final. A 3D baixava o custo deles”, conta.

A seguir, a íntegra das apresentações de Tiago Capatto, da Impressão 3D Printer, Jorge Silva, do CTI, Rodrigo Krug,  Cliever Tecnologia  e Rodrigo Rodrigues, das Metamáquina, no comitê aberto de TIC -da Amcham – São Paulo na sexta-feira 26/07:



 

 




 

 

 

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