Internet of Things (IOT) aumenta produtividade e eficiência nos negócios, apontam especialistas

publicado 18/05/2016 13h33, última modificação 18/05/2016 13h33
São Paulo - IOT evita custos altos de manutenção em equipamentos, previne riscos e melhora relação com consumidor, segundo líderes da GE e Whirlpool
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A interação do mundo físico com o mundo digital, além de mudar o dia-a-dia das pessoas, chegou para revolucionar o mundo dos negócios. "Em 2025, a internet industrial vai ter duas vezes o tamanho da internet do consumidor, a que vocês conhecem hoje", explica Loïc Hamon, líder global de operações e tecnologia da General Electric, durante reunião do comitê de Tecnologia da Informação e Comunicação da Amcham – São Paulo na terça-feira (17/5).

O conceito da Internet das Coisas (Internet of Things ou IOT, em inglês), surgiu no MIT em 1999. E pode ser sintetizado como a conexão em rede de objetos do cotidiano, através de sensores, que possibilitem o armazenamento e captação de dados. Na etapa produtiva, o uso de sensores em equipamentos industriais possibilita uma coleta de dados em tempo real.

Essas informações são coletadas através de plataformas digitais, como a Predix, desenvolvida pela própria GE, e repassadas para a empresa. Esse monitoramento aumenta a vida útil dos equipamentos, já que facilita na detecção de padrões de falhas e antecipa possíveis erros no funcionamento da máquina, evita custos altos de manutenção e reduz riscos de operação.

Esse uso de tecnologia para dar mais eficiência aos ativos das empresas é chamado de Asset Performance Management (APM). Hamon acredita que esse desejo de otimizar o funcionamento dos equipamentos e do parque fabril vai ser o primeiro passo para incluir a IOT de forma definitiva nas fábricas "No mercado de Petróleo e Gás, melhorar em 1% a vida útil dos ativos gera 90 bilhões de dólares de benefício", exemplifica.

A IOT não tem uso apenas na etapa de produção. Na ótica da relação entre consumidor e empresa, ela é benéfica para ambos. Do lado do comprador, o serviço melhora, se tornando mais rápido e eficaz com essa troca de dados; para a empresa, é possível influenciar o consumidor a partir da avaliação de seu comportamento de consumo e investir em parcerias de negócios usando esses dados.

"A IOT junta quatro itens, em minha opinião: a preparação do produto para coletar dados, através de sensores; a conectividade, já que a IOT não existe sem comunicação; processos, a parte de definir o que fazer com a informação; e as pessoas querendo compartilhar suas informações." afirma Franklin Zimmermann, gerente sênior de Tecnologia da Informação da Whirlpool.

Uma das preocupações em torno da IOT é a segurança de dados. Com um grande volume de informações circulando, é preciso pensar em formas de proteger o equipamento, evitando invasões de hackers. Criar um banco de dados seguro é também uma forma de incentivar o consumidor a compartilhar suas informações na rede sem preocupações, gerando mais dados para a empresa, segundo Zimmermann

Além disso, investir nessas novas tecnologias ainda tem um custo muito alto para as empresas. "No Brasil, temos um volume grande de pessoas conectadas, mas ainda não há muitos lares conectados. Temos muito chão pra andar antes massificar a produção desses produtos inteligentes, porque eles têm um custo alto para uma infraestrutura ainda deficiente", opina Zimmermann.

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