Comando deve ser exercido através de otimismo e empatia

por andre_inohara — publicado 31/03/2011 15h52, última modificação 31/03/2011 15h52
São Paulo – Liderança Positiva propõe que realização dos sonhos pessoais dos funcionários através do trabalho é mais eficaz do que cobrar metas.
lideranca_materia.jpg

Quando o líder se concentra e entende quais são os aspectos positivos de sua equipe, ao invés de lembrá-la constantemente de suas obrigações, obtém resultados melhores. É por isso que a Liderança Positiva, modelo de gestão que valoriza as virtudes individuais no grupo, ganha espaços cada vez maiores nas organizações.

“É preciso potencializar o que o funcionário faz de melhor”, disse Gilberto Guimarães, professor e diretor do MBA em Liderança e Gestão de Pessoas da Business School São Paulo (BSP). Cabe ao gestor transmitir um clima otimista e descobrir, por meio de técnicas de empatia, o que inspira seus colaboradores, ensinou ele, que participou do Café de Relacionamento da Amcham-São Paulo nesta quinta-feira (31/03).

Conforme Guimarães, o líder tem de ir além do conhecimento superficial de seus funcionários e precisa saber se estão felizes ou não no ambiente de trabalho.

Liderança Positiva

A Liderança Positiva pressupõe que atingir as metas da empresa é uma forma de o funcionário alcançar seus objetivos pessoais. Se o líder descobre que um de seus colaboradores quer comprar um apartamento, pode criar metas na organização para que ele atinja esse objetivo.

“Um funcionário pode ser incentivado para se dedicar a um projeto que, se bem executado, lhe dará uma promoção com salário maior. Com isso, ele terá mais chances de comprar o apartamento”, comentou Guimarães.

Baseado nas teorias da psicologia positiva, a Liderança Positiva procura estimular os talentos e aptidões individuais por meio da promoção de melhorias em clima organizacional, relacionamentos, comunicação e significados positivos (ter uma visão otimista).

Conhecimento próprio

A primeira tarefa do líder é conhecer a si próprio, segundo Guimarães. “Ele tem de desenvolver posturas de proximidade e empatia para se colocar no lugar de outro indivíduo”, declarou. Para o executivo, as empresas não conseguirão resultados satisfatórios caso se concentrem nas dificuldades dos funcionários.

Ou seja, transformar um grande vendedor em um administrador de vendas pode não funcionar, principalmente se ele for uma pessoa de perfil “arrojado e desbravador” e não tiver interesse em trabalhos de escritório. “Ao invés de expandir virtudes, tenta-se minimizar as fragilidades”, observou.

Ao dar retorno para o colaborador, Guimarães disse que é preferível não avaliar o resultado do trabalho, mas descrever a situação. “Se o objetivo não for alcançado, o líder deve pedir ao funcionário que crie uma forma em que a situação possa melhorar.”

registrado em: