Liderança positiva requer poder de engajamento e comunicação

publicado 09/06/2011 17h16, última modificação 09/06/2011 17h16
Anne Durey
Recife - Gestores de Amcham, Cielo, Fiat, Instituto Ayrton Senna e Magazine Luiza opinaram sobre o tema no CEO Fórum.
viviane_senna.jpg

Saber engajar equipes, especialmente as compostas por grande número de profissionais da geração Y (nascidos na década de 80) e ter habilidade para comunicar de maneira efetiva são os principais desafios para os CEOs na atualidade. Esses aspectos foram levantados por líderes de Amcham, Instituto Ayrton Senna, Cielo, Magazine Luiza e Fiat, durante o 6º CEO Fórum promovido pela Amcham-Recife, nesta quarta-feira (08/06). 

“Essa força jovem precisa de líderes que incentivem e permitam a participação na tomada de decisões. A geração Y busca realizações que extrapolem o ambiente da empresa, que tenham influência no mundo”, comentou Gabriel Rico, CEO da Amcham. Ele destacou que, na entidade, dois de cada três funcionários têm menos de 25 anos de idade.

A relação com os jovens profissionais foi ponto levantado também pela presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna. “Os jovens brasileiros querem ser vencedores e todos têm potencial para isso. Os líderes devem identificar essa potencialidade e saber como desenvolvê-la”, comentou.   

Para Cledorvino Belini, presidente da Fiat na América Latina, os verdadeiros CEOs e presidentes de empresas são aqueles que preparam os jovens para assumirem posição de liderança no futuro. Além disso, o executivo elencou como outras características da liderança positiva saber tomar decisões de forma rápida, cumprir o prometido, agir com integridade e tratar todos com dignidade e equidade.

Importância da comunicação

A comunicação foi considerada pelos CEOs presentes no evento uma das principais ferramentas para o exercício da liderança.

Romulo Dias,  presidente da Cielo, ressaltou que a abertura de capital da companhia trouxe grandes mudanças estruturais à empresa, o que causou queda no engajamento dos funcionários num primeiro momento.

“Foi preciso dar muita atenção à ‘rádio corredor’ e valorizar a comunicação. As notícias, boas ou ruins, precisam ser comunicadas pelos gestores em reuniões ‘face a face’ com os funcionários”, ilustrou Dias. De acordo com ele, foi instituída uma política para que todos os colaboradores tivessem a oportunidade de entender melhor as decisões da companhia.

“Comunicar bem foi importante para delegar tarefas e desenvolver uma política de liberdade acompanhada com nossos vendedores”, acrescentou Luiza Helena Trajano, presidente da rede Magazine Luiza. Na visão dela, a comunicação eficiente é fundamental principalmente em uma companhia de abrangência nacional.

Galeria de imagens

registrado em: