Liquidez é requisito especialmente para pequenas empresas

por giovanna publicado 17/08/2011 16h03, última modificação 17/08/2011 16h03
Curitiba – Compreensão do cenário macroeconômico e da realidade interna, bons conhecimentos de gestão financeira e capacidade de precificar produtos e serviços são outras lições importantes para o segmento.
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Elevada liquidez, compreensão do cenário macroeconômico em que se insere e de sua realidade interna, bons conhecimentos de gestão financeira e capacidade de precificar produtos e serviços adequadamente são algumas das principais lições que as pequenas e médias empresas necessitam seguir para sobreviver e evoluir, indica Marcos Perillo, CFO do grupo Batistella.

“A falta de liquidez quebra uma empresa. Os empreendedores devem sempre perseguir a liquidez”, afirmou Perillo, que participou do Encontro de Gestores promovido pela Amcham-Curitiba na noite dessa terça-feira (16/08). No evento, ele desmitificou a linguagem financeira para gestores de companhias desse porte. 

Perillo avalia que o gestor não é obrigado a ter profundo conhecimento de matemática financeira, mas precisa investir para que alguém na equipe tenha essa característica. “O pensamento financeiro, para apoio de uma grande ideia, é fundamental para o crescimento de qualquer gestão”, disse.

Contabilidade e controladoria

Outra recomendação do CFO é a consciência dos limites de perdas que a companhia pode suportar. Perillo sugere ainda atenção especial às áreas de contabilidade e controladoria. “Ter uma boa contabilidade e controladoria não é nada de outro mundo”, assegurou. “A grande dificuldade das empresas, principalmente as de pequeno porte, é não entender o negócio que têm. Elas não contam com uma contabilidade correta e acham que isso não será relevante para o futuro. O maior erro é contabilizar de forma errada. Esse ponto deve vir antes de tudo”, completou.

Jorge Portiga, diretor da Ynner Treinamentos em Curitiba, na mesma linha, argumenta que a falta de conhecimento específico desses pontos é um dos principais entraves na administração de uma companhia. “O setor contábil, pela quantidade de regras e normas, representa uma grande dificuldade e tem impactos homéricos nos resultados da empresa”, comentou. Diante desse quadro, ele sugere investimentos na área e constante atualização/ treinamento dos profissionais que desempenham essas funções.

Outro aspecto central é não misturar as finanças da empresa e as dos proprietários, garantindo transparência ao negócio.

“Quem não investe hoje em controladoria está com os dias contados. Além disso, o investimento em controle e contabilidade fornece ao empreendedor um mapa do que está para acontecer. Assim, é possível agir mais rápido em cenários de dificuldades, como o atual”, finalizou Perillo.

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