Marketing Cultural agrega valores a produto e imagem das empresas

por giovanna publicado 18/10/2011 16h02, última modificação 18/10/2011 16h02
Curitiba – De acordo com criador do Festival de Curitiba, estratégia, além de agregar valor ao produto, é ferramenta fundamental para comunicação e relacionamento com cliente.

Estratégias de marketing cultural permitem que as empresas associem à sua imagem os valores da criatividade. Para Leandro Knopfholz, criador e diretor do Festival de Curitiba, produtor internacional da Companhia Deborah Colker e diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba, essa é uma tendência crescente nas companhias.

“Cada vez mais as empresas são cobradas por posicionamentos responsáveis. Não basta gerar lucro. Elas precisam gerar desenvolvimento para a sociedade e isso se dá através do apoio às atividades intelectuais e físicas”, afirmou Knopfholz, que participou nessa terça-feira (18/10) do comitê de Marketing da Amcham-Curitiba.

Estratégias de comunicação

Além de agregar valor às empresas e seus produtos, segundo Knopfholz, o marketing cultural é uma ferramenta fundamental para a comunicação corporativa. A principal meta dessas ações é justamente obter um relacionamento mais próximo com o cliente, reforçou ele. “O objetivo é a criação de um vínculo com o seu público específico”, apontou o palestrante.

De acordo com Knopfholz, no Brasil, a principal forma de marketing cultural é o patrocínio. Para ele, o desafio nesse contexto é fazer com que as companhias entendam quais são os valores do projeto patrocinado e passem a vinculá-los às estratégias de comunicação, possibilitando ações mais próximas e eficientes de marketing cultural.

Um modo atual e eficaz apontada pelo palestrante para possibilitar esse tipo de benefício é buscar a complementação entre o marketing cultural e as mídias sociais. “É a forma fácil, rápida, eficiente, próxima e fiel de relacionamento. É uma maneira de difundir as atividades que são mais artesanais e fechadas para um público mais diverso”, explicou.

Oportunidade também para PMEs

No comitê da Amcham, Knopfholz também sinalizou que o marketing cultural é acessível a companhias de todos os tamanhos. Como exemplo, ele citou o próprio Festival de Curitiba, que conta com aproximadamente 75% dos recursos provenientes de patrocínio proveniente de mais de cinquenta empresas de variados segmentos e portes.

Knopfholz avalia que a opção por esse tipo de divulgação é muito mais estratégica do que financeira. “A comunicação e a geração de valores são os objetivos da empresa no primeiro momento. Essas ações, consequentemente, gerarão resultados e vendas”, indicou. Por fim, ele apontou a Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura) como mais uma possibilidade para a diversificação e a expansão das empresas que odotam o marketing cultural.

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