Marketing deve explorar significado da marca e criar laços com cliente para fidelizá-lo

por marcel_gugoni — publicado 10/12/2012 15h53, última modificação 10/12/2012 15h53
Porto Alegre – Empresas já não podem mais ver consumidor como um alvo a ser atingido, e sim conquistá-lo por meio da emoção.
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O fluxo de informações nos meios eletrônicos e redes sociais já não é mais novidade. Conquistar o cliente e torná-lo fiel à marca tem sido um desafio em meio ao excesso de dados que circula na web. Uma estratégia eficiente nesse contexto é criar um significado para o produto e despertar emoções que cativem o público para que os próprios compradores ajudem a promover a empresa.

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O objetivo é humanizar a marca, explicou Arthur Bender, presidente da Key Jump- Inteligência, Estratégia e Branding, no comitê aberto de Marketing na Amcham-Porto Alegre na última sexta-feira (07/12). “Hoje, telefonamos [para os SACs] e teclamos direto na opção nove, ‘falar com um de nossos atendentes’, porque queremos contato humano”, afirma.

Ele diz que as redes sociais possibilitam uma grande interação com centenas de amigos, e ainda assim os internautas sofrem com a solidão. Por este motivo, a marca deve tratar o cliente da forma mais humana e próxima possível. “Vivemos em uma sociedade high tech e high touch, ou seja, também precisamos do toque humano.”

Atenção e simplicidade

Oferecer mais tempo ao consumidor e tornar o negócio mais humano garantem essa nova "cara". Bender cita um case de aproximação entre marca e cliente. Um grande banco brasileiro criou um conceito de oferta de crédito que “diz ao cliente para não pegar o que não puder pagar. Isso gera uma confiança muito maior, o cliente se sente respeitado”, destaca.

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Também passam por esta mudança trazer simplicidade. O publicitário avalia que o público tem buscado referenciais ligados à vida simples das antigas gerações, com menos informação e excesso de tecnologias. “Quanto mais neurótica a sociedade, mais simplicidade as pessoas querem.”

O consumidor vive em um ambiente cercado por tecnologias e está buscando suas raízes. Isso explica o fato de muitos empreendimentos imobiliários oferecerem atualmente comodidades e conceitos como arvorismo, fogo de chão, forno de barro, entre outros que remontam a tempos antigos.

“Nada mais é do que seu filho poder subir em uma árvore, coisa que as crianças faziam antigamente até por não terem o que fazer.”

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Esse consumidor está com excesso de opções e será decisivo despertar nele algum sentimento. “Hoje não conquistamos mais as pessoas pelo técnico, mas sim pela emoção. Queremos alguém de confiança que nos aponte caminhos”, salienta Arthur.

Emoção e paixão

Além da conquista pela emoção em relação ao cliente, as empresas devem estar atentas a esse quesito no cenário interno. “O apaixonado trabalha melhor, faz com mais eficiência. É importante identificar os colaboradores que tenham paixão pelo trabalho. Isso faz toda a diferença.”

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Pode-se apostar em pontos como valorizar mais a intuição e não se ater somente aos números, entender o significado de seu próprio negócio, concentrar-se em relacionamento e entender que as vendas são consequência de uma relação saudável e que a paixão é construída.

“A paixão não nasce no altar. Não decidimos nos casar na igreja. O mesmo ocorre com a escolha do produto: não decidimos no momento da compra apenas”, conclui.

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