McDonald's, Embraer e Grupo Fleury investem em educação corporativa

publicado 23/02/2017 12h39, última modificação 23/02/2017 12h39
São Paulo – Desenvolvimento de pessoas e inovação em processos estão entre vantagens de investir nessa metodologia
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Cada vez mais as organizações buscam a educação corporativa para desenvolver habilidades e competências, melhorar a gestão de processos e inovar. Segundo uma pesquisa da Deloitte sobre educação corporativa no Brasil, realizada em 2016, o número de empresas com estrutura para suportar esse modelo aumentou, ao mesmo tempo em que houve queda no número de profissionais treinados e número de horas dedicadas - provavelmente um reflexo da crise econômica.

Mesmo assim, os resultados indicam que a intenção de investir na educação empresarial cresceu significativamente nos últimos anos. A pesquisa foi apresentada por Amauri Bathe, Education Manager da Deloitte, durante o comitê de Gestão de Pessoas da Amcham - São Paulo na última sexta-feira, 17/02.

A educação corporativa é um processo de aprendizagem promovido por uma empresa para desenvolver pessoas e gerir conhecimentos de forma estratégica. Uma das formas de implementar essa estratégia é através da universidade corporativa. A instituição do McDonald's, por exemplo, existe há 20 anos na América Latina, e funciona como um suporte do negócio. Segundo Igor Ferreira, Reitor da Universidade McDonald's, ela é dividida em quatro focos de estratégia: excelência operacional, liderança, negócio, desenvolvimento e inovação. "O principal disso tudo é conseguir o reconhecimento do funcionário, que enxerga a universidade como um fator de engajamento e de desenvolvimento da carreira a longo prazo", aponta Ferreira.

Eduardo A. Marques, Diretor de Pessoas e Sustentabilidade do Grupo Fleury, garante que o alinhamento com a estratégia do negócio é chave dentro da universidade corporativa da organização. A partir da identificação das necessidades do negócio, a equipe estabelece os objetivos dos programas de capacitação e desenvolvimento e, a partir daí, constrói a arquitetura de aprendizagem. Depois da implementação, os processos e resultados são avaliados.

No entanto, não é necessário estabelecer uma universidade para promover a educação empresarial. A Embraer, por exemplo, não possui uma, mas tem uma estrutura organizada em Academias pautadas na gestão das competências da empresa. Nesses espaços, o processo de aprendizagem é ativo e permanente, sempre vinculados a objetivos e metas da organização. Uma das soluções da empresa foi o uso de ferramentas on-line. “O on-line não só reduz custos, mas também traz mais proximidade e conectividade globalmente. Toda vez que temos treinamento presencial, é um pouco mais difícil”, contou Daniela Sena Bettini, Global Director of Human Resources da Embraer.

Caso uma empresa se interesse em implantar um modelo de educação empresarial, Igor Ferreira indica que, em primeiro lugar, é necessário conquistar a liderança e tornar aquilo parte da cultura da organização. “É importante convencer e conquistar o líder e demonstrar que a universidade pode agregar valor ao negócio. Eu, como ‘universidade do hambúrguer’, não vendo hambúrguer, mas preciso incentivar e propiciar com que o negócio venda mais e o gestor precisa compreender isso”, aconselha.

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