Melhores práticas de comércio exterior aproximam empresas do governo

publicado 04/11/2013 12h26, última modificação 04/11/2013 12h26
São Paulo – Consultor discute regras de importação e exportação durante comitê estratégico de Supply Chain
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Quanto mais exemplares forem as práticas de importação e exportação, melhores são os resultados das empresas quanto à regulação do governo federal, em todas as esferas envolvidas (Receita Federal e agências afins).

A afirmação é de Cesar Finotti, vice-presidente da consultoria STTAS, que discutiu as atuais regras sobre o setor durante o comitê estratégico de Supply Chain da Amcham – São Paulo, quinta-feira (31/10).

Novidades em itens como licença de importação, classificação tarifária, regimes aduaneiros e documentos e informações obrigatórios estiveram na pauta, assim como seus respectivos impactos sobre o fluxo operacional das companhias.

Planejamento

“Talvez o regulamento aduaneiro seja atualizado com certa freqüência e constância, a cada um ou dois anos, com mudanças pequenas também durante o ano, por meio de portarias. Essa mudança intensa prejudica o planejamento das empresas”, comenta Finotti.

Nesse cenário, o melhor a fazer é buscar atualização constante sobre as normas, diz o consultor. “Quanto mais houver melhores práticas em comércio exterior, na área de logística, mais vai facilitar o diálogo da empresa com o governo, na regulamentação de seus processos”, cita.

Compliance

Segundo Finotti, a tendência é o setor é se voltar à área de compliance e adotar procedimentos como a Linha Azul, o RECOF (Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado) e o futuro OEA (Operador Econômico Autorizado).

O primeiro, uma habilitação prévia que a empresa consegue após passar por controles, visa à liberação de mercadorias , enquanto o segundo é um benefício para fins de exportação. Já o OEA, que deve entrar em vigor em 2014, será focado em toda a cadeia logística, com padrões internacionais.

“São procedimentos que o governo vai exigir das empresas, para que se habilitem. Isso dá maior segurança na cadeia logística, ajuda no trâmite do comércio exterior e até auxilia o governo a fazer a gestão dos processos”, explica.

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