Mercado de luxo no Brasil crescerá 25% em 2012, prevê professor

por giovanna publicado 14/09/2011 17h21, última modificação 14/09/2011 17h21
Recife – Segmento movimenta R$ 4 bilhões anuais no País.
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O mercado de luxo brasileiro registrará crescimento de 25% em 2012. O movimento será puxado principalmente pelo consumo de bebidas, equipamentos eletrônicos (notebooks, tablets, mp3 players e smartphones) e acessórios como bolsas, cintos e sapatos. Outro fator de influência será a entrada no mercado nacional de empresas que fabricam e comercializam esses produtos, antevê Rodrigo Stefani, professor adjunto da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“O mercado de luxo no Brasil movimenta hoje R$ 4 bilhões por ano. A entrada de companhias que produzem esse perfil de produtos no País permitirá que movimentem mais o segmento de luxo. Muitas vezes, o consumo desses itens já é realizado pelos brasileiros através viagens ao exterior, mas de maneira limitada; afinal, há restrições, a exemplo de cotas de valores que precisam ser respeitadas”, comentou Stefani, que participou do comitê de Marketing da Amcham-Recife na terça-feira (13/09).

Principais segmentos

O professor afirma que o mercado de luxo no Brasil, apesar de viver uma fase positiva, ainda não pode ser considerado maduro. “As empresas aqui ainda acreditam que o produto em si é suficiente para trazer o conceito de luxo, mas isso está errado. O mercado nacional deve alcançar sua maturidade no segmento daqui a no mínimo seis anos”, declarou.

Ele destaca ainda que, além do investimento no produto, entrar no segmento de luxo, exige aportes financeiros em áreas como: apresentação, arquitetura do ponto de venda, pós venda e assistência técnica.

“Com exceção do setor automobilístico, que já está bastante adiantado no desenvolvimento de seu marketing de luxo, as empresas em geral ainda enxergam esses aportes como ônus, não investimento”, finalizou o especialista.

Pernambuco

Analisando o mercado pernambucano, o professor da UFPE avalia que os segmentos mais explorados atualmente em termos de luxo são os de produtos náuticos, whisky, confecção e acessórios. Para Stefani, o setor imobiliário e a prestação de serviços ainda são poucos desenvolvidos, mas têm potencial para ganhar espaço nos próximos anos.

“Acredito que Pernambuco é um dos estados mais atrasados em relação à qualidade em prestação de serviços, assistência técnica e atendimento ao consumidor”, afirmou.

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