Mesmo com o aumento de jovens no ambiente corporativo, códigos de vestimenta devem prezar pela identidade da empresa, defende consultora

por giovanna publicado 20/06/2012 18h22, última modificação 20/06/2012 18h22
Recife – Conhecer o perfil da companhia, se mais formal ou informal, é a dica para acertar na roupa.

O aumento no número de jovens no ambiente de trabalho tem levado as empresas a flexibilizarem suas políticas de vestuário. Ainda assim, deve haver preocupação central com a identidade corporativa, defende Micheline Macêdo, consultora de Imagem Pessoal e Corporativa.

“Se a empresa tem como objetivo transmitir uma imagem de confiança, responsabilidade e tradição, não vai conseguir isso plenamente se os seus funcionários jovens estiverem vestindo jeans e camisa polo”, afirma Micheline, que participou do comitê de Secretariado Executivo da Amcham-Recife na última quinta-feira (14/06).

O código de vestuário deve ser pensado a partir do perfil da empresa, seus clientes e a imagem que se pretende passar às pessoas. “Como em qualquer ambiente, o ideal é transmitir uma mensagem visual coerente com a atividade desempenhada”, diz Micheline.

Formal x informal

A consultora aponta que a escolha do padrão de vestimenta depende de informações como: ambiente formal ou informal, cargo ocupado e local em que as atividades são desenvolvidas (no escritório, em ambiente externo, lidando com o público ou não).

“Peças-chave para o funcionário de uma empresa formal são calças de alfaiataria e camisas de mangas compridas, sapatos de couro em tons escuros e poucos acessórios. Já no ambiente informal é possível apostar em jeans tipo alfaiataria de tonalidade escura, camisas polo e mais acessórios”, recomenda. 

Apesar das diferenças, é comum incorporar tecidos tecnológicos ao guarda roupa. “Eles facilitam o uso e manutenção diários de várias peças que antes eram tidas como complicadas por amassarem demais ou serem quentes. Por exemplo, o mercado já dispõe de calças de linho que amassam pouco e blazers de microfibra com algodão que esquentam menos”, destaca.

Outro ponto presente comumente nos códigos de vestimenta corporativa é a prática do casual day, ou seja, um dia determinado quando funcionários podem usar roupas mais descontraídas. “Acho a prática válida, mas até essa exceção deve estar bem detalhada na política de vestuário da empresa. Assim, são evitadas surpresas e desconfortos”, analisa a consultora.

Entrevista

Para quem participa de processo seletivo para ingresso em uma empresa, a escolha da roupa certa para uma entrevista pode ser decisiva. “O mais indicado é, antes de escolher a roupa, colher informações sobre a empresa através de sites e até consultar pessoas que já foram pessoalmente à companhia. Assim, o candidato saberá se os funcionários dessa empresa se apresentam de maneira mais formal ou informal”, explica Micheline.

Ela avalia peças neutras como camisas de cor clara e calças de alfaiataria básica as mais apropriadas tanto para homens quanto mulheres nessas ocasiões.

 

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