Métricas de desempenho padronizadas ajudam a melhorar eficiência da cadeia de suprimentos

publicado 28/10/2015 08h52, última modificação 28/10/2015 08h52
São Paulo – Modelo SCOR reúne conceitos de reengenharia de processos e análise de melhores práticas
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Aplicando o modelo gerencial SCOR (sigla em inglês para Referência nas Operações da Cadeia de Suprimentos), uma empresa consegue ter métricas de desempenho padronizadas de sua cadeia de suprimentos e comparar quais fornecedores e distribuidores de sua rede – ou do mercado – estão se sobressaindo e, assim, replicar os processos logísticos mais eficientes do sistema.

“Levando em conta as especificidades de cada rede de abastecimento, o SCOR se transforma em um tradutor universal”, explica Élcio Grassia, sócio consultor da Integrare Consulting, no comitê estratégico de Supply Chain da Amcham – São Paulo, que aconteceu em 22/10.

O SCOR combina conceitos de reengenharia de processos, benchmarking, análise de melhores práticas e criação de metodologias gerenciais baseadas em competências. “É um modelo de referência para processos de supply chain e não concorre com as metodologias de melhoria (Lean, Six Sigma etc.). Pelo contrário, ajuda a identificar gargalos na cadeia de abastecimento”, comenta Grassia.

A padronização dos indicadores é uma das vantagens oferecidas pelo SCOR. Ao obter referências de desempenho organizadas e de fácil acesso, aumenta o grau de visualização do sistema, cita o consultor. “Quando se tem as práticas registradas dentro de um modelo próprio, fica mais rápido identificar e avaliar o que está funcionando.”

Outro ponto positivo do modelo é a precisão do sistema e facilidade de comparação com outras cadeias logísticas. Como as métricas são padronizadas e se tem a fórmula de cálculo delas, sabe-se que a comparação é entre indicadores iguais, disse o executivo. “O SCOR tenta eliminar a subjetividade descrevendo detalhadamente o que é cada métrica e a sua fórmula de cálculo, e o ponto do processo em que se captura o dado.”

Uma das técnicas do SCOR é se “grampear” ao pedido de produção, para identificar falhas no processo. Acompanhando o pedido da origem até a sua saída, é possível mapear o processo de chegada e manuseio de material, tempo e procedimentos aplicados. “Ao comparar com outros processos, começa-se a ter noção do que está bom ou não.”

Bastante focado em eficiência operacional, o SCOR é uma ferramenta útil de melhoria de processos. Mas Grassia também chama a atenção para a importância do treinamento da equipe. “Quem tiver interesse de usar o SCOR, tem que passar por um processo de evangelização. É preciso entender que o escopo da ferramenta é grande, mas a sua aplicação tem que ser feita aos pedacinhos.”

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