Métricas de logística devem direcionar estratégias de operação, diz consultor

publicado 11/06/2015 13h41, última modificação 11/06/2015 13h41
São Paulo – Via Varejo e Bridgestone relatam experiências com indicadores de supply chain
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Os indicadores de desempenho de logística devem direcionar estratégias de operação, de acordo com João Barros, diretor de Supply Chain da Integration Consulting. “As métricas precisam estar relacionadas aos objetivos de negócios, ajudar na operação e controle do dia a dia, além de direcionar decisões táticas”, disse, em participação no comitê de logística da Amcham-São Paulo na terça (09/06).

Barros recomenda que as métricas sejam segmentadas de acordo com as necessidades da cadeia e claras para todos os gestores, mensurados, clientes internos e externos. No entanto, ele destaca que não há uma receita de bolo. “A definição de métricas de gestão e controle é específica de cada negócio”, alerta.

Via Varejo

Na Via Varejo, detentora das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, a análise de indicadores de performance ajudou a aprimorar o trabalho da área de logística. “Só é possível melhorar processos gerenciando e a gente só gerencia aquilo que mede”, afirmou Marcelo Lopes, vice-presidente de Logística e TI da companhia, ao comitê da Amcham.

Há quatro anos, a empresa decidiu terceirizar 80% de sua frota, que passou a contar com 2600 veículos ao invés de 3200. “Começamos a prezar pela maior ocupação dos veículos, redução da necessidade total de carros e melhor utilização da mão de obra disponível”, diz.

Além do novo modelo de distribuição, a Via Varejo investiu em inovações tecnológicas, como o Roadnet, software para determinar rotas mais econômicas, e o Green Mile, que permite o acompanhamento das entregas em tempo real. O departamento tem também uma equipe de 148 colaboradores para garantir que as mercadorias cheguem ao destino final. “Nosso índice de retorno ficava entre 8% e 9%, e conseguimos diminuir para 4,4%”, revela.

Outra medida para melhorar o desempenho da área foi a criação de um programa de premiação das transportadoras. Avaliando índices de avarias, reclamações e retornos, a empresa oferece novas rotas para os melhores parceiros.

Bridgestone

Na Bridgestone, as métricas acabaram unificando os departamentos. A efetividade das operações para atender a demanda do cliente deixou de ser um indicador apenas do departamento de logística e passou a ser usada por todas as áreas da empresa, segundo Ricardo Gouvea, gerente geral de Supply Chain.

“Foi um desafio fazer essa integração e incentivar a entrega de bons resultados por todos”, falou ao comitê da Amcham.

Ele diz que os trabalhos da fábrica e dos times comercial, financeiro e de logística estão interligados. “Do comercial, avaliamos o tempo de processamento dos pedidos, e do financeiro, a liberação do limite de crédito”, exemplifica. 

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