Turbulência no mercado internacional faz CFOs focarem otimização de processos e custos

por marcel_gugoni — publicado 27/08/2012 09h48, última modificação 27/08/2012 09h48
Recife – Prioridade é indicada em pesquisa global da Michael Page.
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A otimização de processos é vista como ação fundamental para este ano pelos executivos financeiros, seguida pela otimização de custos. Os dados são da pesquisa Barômetro Global de CFOs 2012, realizada pela Michael Page Internacional. Foram, respectivamente, 68% e 61% dos 4.388 CFOs ouvidos em todo o mundo que indicaram essas opiniões. 

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A explicação para o resultado está nas turbulências do cenário global, avalia Pedro Salles, gerente de Consultoria da Michael Page. Ele apresentou os dados no comitê estratégico de Finanças da Amcham-Recife nesta quinta-feira (23/08). 

“Esse resultado está ligado ao baixo desempenho da economia mundial. Para evitar as perdas financeiras, é necessário que haja uma preocupação maior com processos e cortes de custos para maximizar a eficiência das empresas”, disse Salles. 

No Brasil, onde foram consultados 434 executivos, a tendência se repete. A fatia dos entrevistados que elegeu a otimização de processos como fundamental representa 70% da amostra, e são 52% os que dão grande importância aos custos.

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“Uma empresa amplia seu faturamento reduzindo custos ou aumentando receita. Durante a crise, reduzir custos é a maneira mais fácil de estabilizar o  faturamento”, contextualizou Salles.

Outros projetos destacados pelos CFOs em todo o mundo foram redução de custos fixos (39%), fusões e aquisições (33%), implementação de ERP – sigla em inglês para sistema integrado de gestão empresarial – (23%) e transferência de preços (11%).

Mais responsabilidades nos próximos dois anos 

O levantamento da Michael Page Internacional também levantou dados referentes a responsabilidades dos CFOs no trabalho, qualificações e oportunidades de carreira. 

Uma parcela de 51% vislumbra aumento em seu escopo de atuação nos próximos dois anos. No Brasil, esta fatia é de 47%. 

Em relação ao desenvolvimento profissional, 53% dos CFOs veem a necessidade de desenvolverem suas habilidades em estratégia e gerenciamento geral até 2014. Já o aperfeiçoamento de aptidões em apresentação e comunicação são destaque para 50% dos entrevistados.

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No mercado nacional, uma tendência marcante nos próximos anos será o aumento da procura por aprimoramento técnico. “Com o crescimento das empresas locais, é natural que o mercado amadureça cada vez mais. Este cenário vai exigir mais profissionalismo, então o CFO tem que aprimorar sua formação, saber mais idiomas, ter vivência internacional. Isso tudo vai fazer diferença”, antevê o executivo da Michael Page Internacional. 

De acordo com Pedro Salles, essa preocupação será ainda mais forte para os diretores financeiros na região Nordeste, especialmente devido ao crescimento da atratividade da região para fundos de investimento. 

“Quando um fundo de investimento entra em uma empresa regional, traz uma visão mais ampla de mercado. Dessa forma, o CFO precisa estar tecnicamente preparado para se manter em sua posição”, avalia. Salles ressalta que os fundos têm uma relação muito próxima com os diretores financeiros, o que aumenta a exigência de uma relação de confiança entre as partes. 

Diferenças entre sul-americanos 

Na hora de determinar o rumo da carreira, o principal critério que influencia os CFOs é a remuneração. A pesquisa revelou que apenas os executivos atuantes na América do Sul diferem dos demais, priorizando a visão e a estratégia de seu futuro empregador. 

“Eles atentam mais para as perspectivas de crescimento nos próximos passos da carreira”, comenta Salles.

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