Nada de tapinhas nas costas: networking é aprofundar relações com conhecimento

publicado 11/08/2015 09h58, última modificação 11/08/2015 09h58
São Paulo – Ferramentas on line podem ajudar a organizar o relacionamento com profissionais-chave
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Esqueça o tapinha nas costas e as curtidas aleatórias nas redes sociais. Networking é mais do que isso e requer planejamento de ações, afirma Marcelo Palhares, fundador da Sociedade Brasileira de Networking - SBN, durante o comitê aberto de Secretariado da Amcham – São Paulo, em 04/08 (confira aqui a íntegra da apresentação).

“Networking é o processo contínuo de aprofundamento de relações com pessoas que você considera importante se aproximar”, define o especialista.

Mas não adianta se lançar com toda sede ao pote porque a chance de ser encarado como interesseiro é grande. Como todo projeto, também requer um tempo necessário para se desenvolver – período que não é possível determinar, reforça o palestrante.

“As pessoas erram quando pegam atalho, em vez de construir. Quando você pode pedir indicação para uma pessoa? Quando tiver bom relacionamento com ela; pode ser em três meses ou três anos”, exemplifica. “É como seguro de carro: deve-se investir não sabendo como ou quando usar”, compara.

O primeiro passo, diz Palhares, é priorizar as pessoas adequadas para se relacionar, sem abraçar Deus e o mundo. Para identificá-las, pense nas cinco primeiras pessoas para quem ligaria, caso perdesse o emprego.

É indicado contatá-las periodicamente com uma abordagem adequada. “Se não for genuíno, as pessoas percebem”, destaca. “E não pode ser chato, tem que ser prazeroso, para gerar empatia e prosperidade”, complementa.

Para abordar uma pessoa, é necessário ter informações dela. Se é um colega de faculdade com quem não fala há muito tempo, utilize um gancho para retomar a conversa, sugere o especialista. “Durante a conversa, tenha atenção ao que é importante para aquela pessoa, assim vai ter com que fazer um follow up com ela mais tarde”, comenta.

Para tanto, utilize blocos de nota on line ou outros aplicativos para gravar informações do profissional com quem quer se relacionar. Toda vez em que houver contato, essas anotações podem ajudar. “Nas conversas preliminares, em que se dizem amenidades, é possível sempre identificar esses ganchos”, ensina Palhares.

Assim, as informações ficam organizadas e podem ser utilizadas no momento e na abordagem certas. “Fazer networking dá trabalho, precisa de disciplina. Mas se você ajuda sem ser interesseiro, quando você precisar, vão te ajudar também. As pessoas retribuem”, conclui.

A seguir, a íntegra da apresentação de Marcelo Palhares, da SBN , durante o comitê aberto de Secretariado da Amcham – São Paulo, em 04/08:


 

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